Quadrilha que ‘derretia” caixas eletrônicos levava ‘vida de bacana’ na Capital

Parte de uma quadrilha suspeita de assaltos a caixas eletrônicos em Mato Grosso do Sul e outros estados foi presa em Campo Grande, pela Delegacia Especializada na Repressao de Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras). Segundo a polícia, seis membros foram presos entre quarta (22) e quinta-feira (23).

Quadrilha foi apresentada nesta quinta-feira no Garras Foto Luana Campos
Quadrilha foi apresentada nesta quinta-feira no Garras Foto Luana Campos

O caso mais recente foi na quarta-feira, quando ladrões invadiram uma farmácia localizada no Jardim Noroeste e danificaram o caixa eletrônico. Eles furtaram todo o dinheiro que estava no terminal, equipamento de segurança e mercadorias. O valor levado pela quadrilha ainda não foi divulgado pela polícia.

O delegado titular do Garras, Edilson dos Santos Silva, informou que neste ano foram registrados cinco roubos a caixa eletrônicos em Campo Grande e todos tiveram envolvimentos do mesmo grupo.

Delegados  Edilson dos Santos (GARRAS) e Fabio Peró (DERF)  Foto Luana Campos
Delegados Edilson dos Santos (GARRAS) e Fabio Peró (DERF) Foto Luana Campos

Composta por cinco homens e uma mulher, o grupo possuía um sistema de última geração para cometer os crimes que financiavam vida de alto padrão aos integrantes. Renato Raimundo, 30 anos, Jorge Antonio Siqueira, 39 anos, Melrison da Silva, 29 anos, Fábio de Jesus Barbosa, 25 anos, Gilbert do Nascimento Rondon, 31 anos, e Daniela Cristina Pereira da Silva, 32 anos, foram pegos após um trabalho de inteligência da Polícia da Capital conduzido pelos delegados Fabio Peró (DERF) e Edilson dos Santos (GARRAS).

Em todas as ações, a quadrilha mantinha um monitoramento especializado de bancos para evitar o disparo do sistema de segurança das instituições, além de equipamentos como radares, GPS e maçaricos com solda oxi que faziam furos precisos para preservar as notas.

Material usado pelo bandidos no furtos aos caixas eletrônicos Foto Luana Campos
Material usado pelo bandidos no furtos aos caixas eletrônicos Foto Luana Campos

Os integrantes da quadrilha são todos de Mato Grosso onde foram responsáveis por 12 arrombamentos, sendo 9 deles efetuados com sucesso. Em Mato Grosso do Sul, a polícia já contabilizou pelo menos 5 furtos à caixas eletrônicos ocorridos em série no mês de julho.

Furtos

O primeiro ocorreu no dia 7 de julho, em uma agência do Banco do Brasil no Jardim Santa Doroteia, foi ocasionado durante uma tentativa de estelionato. Os bandidos estavam instalando o golpe do “chupa cabra” no terminal de auto-atendimento – o esquema permite a retirada dos envelopes de depósitos.

Dinheiro apreendido com quadrilha Foto Luana Campos
Dinheiro apreendido com quadrilha Foto Luana Campos

O segundo caixa eletrônico foi queimado durante a madrugada do dia 8 também deste mês. Bandidos invadiram o Prático do Aero Rancho, localizado na Avenida Marechal Deodoro, e, com a ajuda de um maçarico, destruíram o equipamento e ainda não sabe se levaram o dinheiro do terminal de auto-atendimento.

Já no dia 12, três homens encapuzados invadiram um mercado por volta da meia noite, na Avenida Cafezais, localizada no bairro Centro-Oeste, em Campo Grande. Os bandidos roubaram R$ 500 em dinheiro que estavam no caixa do mercado.

No dia 14 em um caixa localizado na sede da IAGRO (Agência Estadual de Vigilância Sanitária) e, por último, ontem, dia 22, em um banco no Jardim Noroeste,, onde os bandidos fizeram um buraco na parede de uma farmácia e desarmaram as câmeras de segurança. Eles usaram um maçarico para abrir o caixa, colocando uma lona na porta da frente para que transeuntes não vissem a ação. O furto durou cerca de três horas.

LUXO

Os integrantes, de acordo com a polícia, mantinham um alto padrão de vida com casas e veículos caros. “Eles mudavam de casa constantemente para prejudicar a investigação”, afirma Edilson que ressaltou também a dificuldade da polícia para descobrir a verdadeira identidade dos membros já que eles portavam documentos falsos. “Os próprios membros da quadrilha não sabem o nome um do outro, tamanho o profissionalismo deste elementos”, comentou.

Com a quadrilha, foram apreendidos mais de 16 mil reais em notas, cerca de R$ 30 mil em equipamentos como radares e GPS e um automóvel Jetta avaliado em R$ 80 mil. O carro, segundo os integrantes, estava à venda com o intuito de novos investimentos para aprimorar o sistema de arrombamento e furtos aos bancos.

A quadrilha irá responder por organização criminosa, furtos e roubos, identidade falsa, lavagem de dinheiro e posse de arma de fogo. Duas pessoas estão foragidas e, segundo a polícia, já foram identificadas.

Luana Campos com Jackson Nogiueira

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