Quadrilha especializa em furto de gado é presa pelo Garras

Após um mês e meio de investigações, policiais do Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) em parceria com a Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo, desmantelaram uma quadrilha especializada em furto de gados. Ao todo, oito pessoas já foram presas e mais quatro serão indiciadas.

De acordo com informações do delegado Edilson dos Santos Silva, titular do Garras, a polícia já estava investigando o grupo há mais de um mês e, nesse período, conseguiram informações da forma que os bandidos agiam. “Eles costumavam furtar os gados na época de lua cheia, porque ficaria mais claro e não chamariam atenção. A quadrilha também era bem organizada e cada integrante tinha sua função. Um era responsável por fazer o levantamento das propriedades vulneráveis, outros desempenhavam a função de manejo do gado, além dos caminhoneiros e o responsável pelos documentos do transporte dos animais”, explicou.

Foto: Kerolyn Araújo
Foto: Kerolyn Araújo

Na madrugada do dia 24, após furtarem 90 cabeças de gado da raça Nelore de uma fazenda em Ribas do Rio Pardo, o grupo foi preso. Franter Lemos Maia, 40 anos, é apontado como o líder do grupo e tinha como ‘braço direito’ Dilson Aparecido Almada, 39 anos. Jairo César Lacerda, 54 anos, Emerson de Souza Silva, 38 anos, Cícero José Faria, 44 anos, Marcos Antônio de Faria, 33 anos e Júlio Cesar de Abreu dos Santos, 29 anos, também faziam parte da quadrilha.

Segundo o delegado, o grupo foi preso na MS-357, logo após o furto. Dos 90 animais furtados que estavam sendo transportados em três caminhões, 60 foram recuperados, 20 foram soltos na rodovia por um dos caminhoneiros na intenção de atrapalhar o trabalho da polícia para que ele conseguisse fugir e 10 morreram sufocados. “Um dos veículos estava transportando mais animais do que tinha capacidade e eles acabaram morrendo antes de serem soltos”, contou o delegado. Pelo transporte dos caminhões, cada caminhoneiro receberia R$ 5 mil.

Ainda não há informações concretas de quem seriam os receptadores dos animais, mas a polícia suspeita de que eles seriam levados para a cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo.

Delegados Edilson Santos (Garras) e Rafael Kenji (Ribas do Rio Pardo). Foto: Kerolyn Araújo
Delegados Edilson Santos (Garras) e Rafael Kenji (Ribas do Rio Pardo). Foto: Kerolyn Araújo

Das quatro pessoas que ainda faltam ser indiciadas, uma delas é o responsável pelos documentos de transporte dos animais. “Um contador entrava no site da Iagro e tirava os documentos. Ressaltamos que eles eram originais, mas o conteúdo era falsificado com nome de terceiros”, explicou.

Ainda segundo informações da polícia, alguns dos integrantes da quadrilha já haviam sido presos anteriormente pela prática do mesmo crime. “Eles eram soltos, organizavam um novo grupo e voltavam a furtar gados”, disse. Inclusive, o veículo que Franter usava como “batedor”, uma caminhonete VW Amarok, já foi apreendida pelo Garras três vezes.

Eles também são suspeitos de terem cometido outros três furtos que estão sendo investigados.

Os integrantes da quadrilha estão presos e responderão por organização criminosa, furto, uso falso de documentos e falsidade ideológica.

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