Quadrilha desmantelada pela PF traficava milhões em cocaína

Equipes da Policia Federal amanheceram em atividades em três estados brasileiros, entre, eles Mato Grosso do Sul, em Corumbá, com o objetivo de desmantelar o esquema internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo os federais a quadrilha transportava a droga de Puerto Quijarro, na Bolívia, passando por Corumbá para abastecer o mercado de entorpecentes no país. Ao todo, 150 policiais e três estados brasileiros, São Paulo (SP), Paraná (PR) e Mato Grosso do Sul (MS), estavam envolvidos na Operação Quijarro, coordenada pela corporação de Londrina (PR), deflagrada na manhã desta quarta-feira (29).

Mais de três toneladas foram apreendidas dirante as investigações da operação.Foto: Divulgação PF
Mais de três toneladas foram apreendidas dirante as investigações da operação.Foto: Divulgação PF

A organização criminosa possuía uma frota de sete caminhões utilizados para transportar a droga em fundos falsos, um destes foi encontrado em Corumbá, onde a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e efetuou quatro conduções coercitivas.

Operação Quijarro foi iniciada hoje - Foto: G1/RPC
Operação Quijarro foi iniciada hoje – Foto: G1/RPC

Mais de três toneladas de cocaína foram apreendidas durante o período de investigação, além de 10 milhões de dólares sequestrados no Núcleo Boliviano. Em cidades pontuais e estratégicas, como Londrina (PR) e Corumbá (MS) foram identificados pelo menos sete imóveis utilizados como garagem para o trabalho de carga e descarga da droga.

Os envolvidos no esquema responderão por crime de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, roubo, furto entre outros crimes, podendo somar até 20 anos de prisão.

A operação que iniciou investigações em janeiro do ano passado deflagrou 15 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de condução coercitiva, 17 mandados de busca e apreensão, 57 veículos identificados, 7 imóveis sequestrados judicialmente e bloqueio de 7 contas bancárias.

ESQUEMA

O principal grupo transportador de drogas atuava em uma sede em Londrina. Esse grupo fazia o transporte da cocaína para fornecedores de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, até a cidade de Vinhedo, em São Paulo. No local, a droga era descarregada, colocada em outros veículos e distribuída para os outros países.

A quadrilha costumava movimentar aproximadamente duas toneladas de maconha por mês entre o Brasil e o exterior, segundo a PF.

Um dos detidos em Araucária tem 32 antecedentes criminais e 12 condenações por roubo e furto, segundo o delegado Elvis Secco. O líder da quadrilha Claudinei de Jesus foi preso em Londrina, no norte do estado.

Ao longo desse período, a PF apreendeu quatro toneladas de cocaína. Desse total, 1.441 mil quilos foram apreendidos de uma só vez. O volume representa a terceira maior apreensão desse tipo de droga já realizada no país.

Catorze carretas também foram apreendidas, algumas em nome de parentes dos criminosos. Conforme o delegado Secco, a quadrilha fazia isso para driblar ainda mais as fiscalizações.

“Essa era uma tática utilizada principalmente pelo líder da quadrilha. Padrasto, irmão, cunhado, sobrinho, a mulher sabia, a mãe sabia, todo mundo sabia do esquema. Só não foram pedidas mais prisões porque nós queríamos elementos somente para pedir as prisões preventivas e vinculadas a cada transporte”, explicou.

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