Quadrilha dava golpe do envelope branco e queimava caixa para apagar pistas

Pai de 49 anos, filho de 26 e comparsa de 29 anos foram presos na manhã desta quarta-feira (7) pela Polícia Federal (PF) no desenrolar da Operação Caixa de Fogo. Eles são acusados de incendiar, em 17 de maio deste ano, caixa eletrônico da agência da Caixa Econômica Federal, no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Quadrilha ateou fogo em caixa eletrônico para destruir envelopes vazios  (Foto: Reprodução)
Quadrilha ateou fogo em caixa eletrônico para destruir envelopes vazios
(Foto: Reprodução)

Conforme nota emitida pela PF, serão apresentados ainda hoje as três pessoas, que não tiveram os nomes divulgados.

De acordo com a PF, as prisões aconteceram no Distrito Indubrasil e no Bairro Aero Rancho.

Equipe da Superintendência Regional da Polícia Federal deu início a investigação em maio e instaurou inquérito policial. Por meio das imagens do circuito interno de segurança, provas e indícios deixados no local foi concluído que não se tratava de explosão do terminal, mas sim de incêndio criminoso.

O trio, segundo a polícia, entrava em contato com pessoas que estavam vendendo veículos e oferecia pagamento por meio de depósito em conta. No momento do pagamento, eles inseriam envelopes vazios no caixa eletrônico, ficavam com o comprovante emitido pelo equipamento e enganavam o dono do carro.

No caso investigado por agentes, a quadrilha depositou seis envelopes vazios, totalizando R$ 16,4 mil no dia 16 de maio e, no dia seguinte voltou a agência Aero Rancho e ateou fogo no caixa eletrônico com a finalidade de destruir os envelopes. Desta forma, como a Caixa Econômica não teria como conferir os envelopes, seria obrigada a creditar os valores.

As prisões preventivas dos integrantes da quadrilha foram decretadas pelo Poder Judiciário. Um dos suspeitos foi condenado por assalto à mão armada, enquanto pai e filho foram condenados por tráfico de drogas. Todos estavam em liberdade condicional.

Eles responderão pelos crimes de estelionato qualificado por ter sido praticado em detrimento de instituto de economia popular, incêndio qualificado por ter sido cometido com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio e associação criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem chegar a 18 anos de prisão, além de multa.

Comentários

comentários