Puccinelli diz que PMDB esta "cheio de craques" e todos têm o direito de sonhar em ser prefeito

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o ex-governador André Puccinelli falou das alternativas do PMDB para às eleições do ano que vem, no Interior do Estado e em Campo Grande.

Sobre a crise desencadeada na legenda em Dourados – segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul – pela disputa à pré-candidatura à cadeira do Executivo municipal, Puccinelli brincou que: “Dourados tem dois ‘Neymar’, dois ‘Ronaldos’ e uma ‘Pelé’, pelo menos. Todos desejando concorrer à prefeitura.

O ex-governador disse que os todos são companheiros, mas todos têm o direito a sonhar. E esteve conversando com os partidários e percebeu que os argumentos de cada liderança lá são próprios e que será difícil manter todos no PMDB. “Temos os cinco melhores nomes conforme as pesquisas eleitorais para disputar a prefeitura da cidade. É muito craque junto e não vamos conseguir segurar todos no time”, admitiu.

“Dourados tem a Délia Razuk (vereadora) e Sebastião Nogueira (secretário de saúde de Dourados); Geraldo Resende (deputado federal) e Marçal Filho (deputado federal) e todos querem ‘ser prefeito’. Não cabe! É uma vaga só! Estive em Dourados com o intuito de conciliar questões que se demonstram inconciliáveis”, lamentou.

Campo Grande – “A Capital tem um nome que pontifica nesse momento eleitoralmente, o Marquinhos Trad (deputado estadual). Mas temos inúmeros nomes: tem Carlos Marun (deputado federal), Antonieta Amorin (deputada estadual), Paulo Siufi (vereador), tem Mário César (vereador, presidente da Câmara Municipal), Júnior Mocchi (deputado, presidente da Assembleia Legislativa), Nelson Trad Filho (ex-prefeito), Simone Tebet (senadora)”, relacionou.

“O partido vai avaliar e fará a melhor escolha. Questionado sobre a possibilidade de que o PMDB enfrente crise semelhante à de Dourados, nos próximos meses, diante do anúncio do ex-governador de não concorrer para prefeito no ano que vem, André admitiu que esses conflitos são “naturais e inevitáveis e devem acontecer, não apenas em Campo Grande, mas em 10, 12 municípios do Estado”. “Os que saírem do partido nesse processo não serão nossos inimigos, serão nossos adversários. Falei [isso] em Dourados, falei aqui e falarei onde o partido me designar para tentar conciliar isso.

Silvio Ferreira

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