Protestos marcam desfile cívico que reuniu 25 mil pessoas na Capital

Foto Silvio Ferreira
Foto Silvio Ferreira

O tradicional desfile cívico de 7 de setembro, organizado pelo Comando Militar do Oeste (CMO), com o desfile de parte dos contingentes da Marinho, Exército e Aeronáutica e entidades como o Colégio Militar de Campo Grande, que contou ainda com a participação das forças auxiliares (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros), registrou ao seu término, manifestos tiveram como tema a Operação Lama Asfáltica, o conflito fundiário que teve índio assassinado em Antônio João, a corrupção na política nacional.

DSC_0025Lembrando mortes emblemáticas da luta dos indígenas por terra no estado e pedindo justiça, os manifestantes carregavam cruzes com os nomes de Marçal de Souza – líder da etnia guarani-nhandevá, morto em 25 de novembro de 1983, durante disputa pela posse de terras indígenas em Bela Vista, cujos acusados pelo crime, foram absolvidos, em 1993 – e do guarani-kaiowá, Semião Fernandes Vilhalva, de 24 anos, morto com um tiro no dia 29 de agosto, durante conflito no município de Antônio João, na fronteira com o Paraguai.

DSC_0034Além disso, os manifestantes usaram um carro que carregava uma cela, representando a cadeia, com um homem mascarado de Lula, o ex-presidente, preso. A presidente Dilma Rousseff (PT) foi representada por uma mulher também mascarada, sendo algemada por um policial federal.

Ao final, já praticamente sem a presença do público, os manifestantes amontoaram às cruzes sobre o caixão que carregavam, simbolizando as consequências da morosidade do Estado brasileiro em resolver às questões indígenas e de trabalhadores sem-terra no país.

Silvio Ferreira

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