Projeto visa resgatar dignidade de detentos por meio de reforma de escolas

Um projeto pioneiro em Mato Grosso Sul está sendo destaque e servindo de exemplo para o resto do país: a ressocialização de presidiários por meio de reforma de escolas públicas. O diretor do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, Tarley Cândido Barbosa, em entrevista ao Página Brazil na manhã desta quinta-feira (21), comentou sobre o projeto.

Segundo Tarley, a iniciativa de fazer os detentos reformarem escolas estaduais do Estado busca inseri-los na sociedade, além de dar uma nova perspectiva de vida aos homens. “Eles se sentem bem ao ver que estão fazendo algo bom para a sociedade. As reformas são feitas em época de férias escolares, mas os alunos acabam indo à escola para ver a obra. Essa é uma maneira de resgatar a dignidade dos internos, além de ser uma economia de mão de obra para o governo”, explicou.

Padre José Scampini reformada recentemente pelo projeto, localizada no Bairro Coopha Vila II
Padre José Scampini reformada recentemente pelo projeto, localizada no Bairro Coopha Vila II

Ainda segundo o diretor da Gameleira, por ano são reformadas de duas a três escolas. O grupo de trabalho de reforma das escolas é formado por 15 internos. Para realizar o trabalho, cada detento recebe o auxílio de um salário mínimo durante o tempo que durar a obra.

A escola que está sendo reformada no momento atende aproximadamente 60 alunos indígenas. No local, os detentos estão construindo uma quadra de esportes. “Nesse centro educacional não há o local para as aulas de educação física, então eles estão fazendo uma. O trabalhos realizados pelos internos vai da parte elétrica, até pintura e construção”, contou.

Até o momento a reforma de cinco escolas já foram entregues pelo grupo.

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