Programa que vai rever ‘Mais Médicos’ será lançado na próxima semana

Lúcio Borges

O médico e político Sul-mato-grossense, atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou neste sábado (27), no Rio de Janeiro, que será lançado na próxima semana o programa que vai reestruturar o então programa ‘Mais Médicos’, criado pela então presidente Dilma Roussef em 2013. A principio já haverá a mudança no nome, como em geral se faz cada gestão, para não continuar ou aparecer o que ‘concorrente’ anterior idealizou.

Mandetta falou que obteve o aval do titular do governo federal para lançar o que será sua primeira ação em quase oito meses da atual gestão. “A Casa Civil e a Presidência da República deram o OK. Na semana que vem, a gente lança o ‘Médicos pelo Brasil’, que é o novo programa que vai rever o programa Mais Médicos”, disse.

Segundo o ministro, o dia do anúncio na próxima semana depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro para falar do ‘novo programa’, que visa atender os municípios mais necessitados, como aconteceu no ‘Mais Médicos’, mais foi interrompido, após cerca de quatro anos. “Será também ou é reforçar a atenção primária. É basicamente direcionado para a atenção primária, praticamente voltado para o que a gente chama de Brasil profundo, as cidades mais vulneráveis”, destacou hoje Mandeta.

O ministro usou de exemplo curioso, mas acrescentou que o ‘novo programa’ é um desafio, como toda área da Saúde. “Nas cidades do interior é onde, muitas vezes, as campanhas públicas têm ‘menos apelo’. É no interior do Brasil que eu tenho mais dificuldades para usar capacete para motocicleta”, exemplificou.

Histórico

O ‘Mais Médicos’ que foi sucesso de realização do governo petista, trouxe profissionais de Cuba, que se propuseram e foram trabalhar nos mais longes rincões do Brasil, onde atenderam a população com louvor e reconhecimento. Mas, devido aos imbróglios políticos no Brasil, a partir do chamado golpe de 2016, que retirou Dilma Rousseff do cargo, o programa também foi atacado pelo sucessor Michel Temer, que iniciou o desmantelamento da ação em 2018.

No ano passado, nas eleições e mesmo após, declarações contrarias e ofensivas aos Cubanos, do então recém eleito presidente Bolsanaro, fizeram com o que o governo de Cuba, antecipasse ou retirasse seus médicos do Brasil.

O governo de Cuba, já havia sido comunicado pelo então governo brasileiro, que a parceria existente poderia acabar ou seria revista. Assim, o modelo e contratos já seriam quebrados e iriam mudar somente ao ‘gosto’ dos governantes do Brasil, recem assumidos no Poder e que ainda viriam em 2019, como a nova administração.

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