Professores pedem ajuda dos vereadores em ato na Câmara

Nesta manhã (17), professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande estiveram na Câmara de Vereadores no terceiro e último dia de paralisação nacional da categoria por reajuste salarial.

Professores buscam apoio de vereadores na Câmara de Campo Grande (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Professores buscam apoio de vereadores na Câmara de Campo Grande (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

 

De acordo com o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucílio Souza Nobre, o objetivo da presença da categoria na Câmara é para que os vereadores ajudem a diminuir o tempo de espera por uma solução sobre o reajuste.

“Viemos pedir que os vereadores deixem as picuinhas com a prefeitura de lado e se preocupem com a causa do professor que se arrasta a muitos anos. […] Estamos aqui no sentido de buscar apoio para diminuir o período de 40 dias para 10 dias. Não dá para esperar 40 dias”, afirmou.

“Queremos que olhem para os professores. Estamos aqui de forma ordeira. Ninguém quer fazer greve, é prejudicial. Queremos negociar”, disse Nobre.

Manifesto

A mobilização nacional começou na terça-feira (15), mesmo dia em que os professores caminharam até a prefeitura. Lá, representantes da ACP se reuniram com o chefe do Executivo, Alcides Bernal (PP).

Durante a reunião, o prefeito alegou dificuldades financeiras no município, mas se mostrou disposto a fazer acordo, conforme Nobre. Segundo o Executivo, a administração está “trabalhando de forma incansável em busca de melhor caminho para atender a categoria”. Bernal também disse que busca formas de atender as solicitações feitas pelos profissionais.

Conforme a ACP, a categoria quer o reajuste do piso nacional de 11,36% além dos 13,01% que deveria ser dado em 2015. A proposta do sindicato entregue à prefeitura foi dividir o reajuste do ano passado em duas vezes, sendo uma parcela em maio e outra em outubro. Lucílio disse ainda que os professores também pedem um aumento em 11%.

As aulas foram suspensas em 20 escolas da Reme por causa do movimento, que durou três dias. De acordo com o sindicalista, na Reme há cerca de 5 mil professores.

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