Professores interditam a Avenida Afono Pena e prometem sarau à noite em frente da Prefeitura

Professores da REME(Rede Municipal de Ensino), reuniram-se na manhã desta segunda-feira(22), em frente ao prédio da Prefeitura de Campo Grande, em continuidade ao movimento de greve iniciada no último dia 25 de maio, que reivindica o cumprimento de lei municipal que fixa reajuste de 13,01% aos professores. Esta tem por objetivo equiparar os vencimentos ao piso nacional de R$ 1.917,78 para carga horária de 20 horas semanais.

Categoria mantém greve por reajuste de 13,01%  Foto Paulo Francis
Categoria mantém greve por reajuste de 13,01% Foto Paulo Francis

Segundo o presidente do ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, cerca de 600 professores participaram do ato público que chegou a interditar uma via da Avenida Afonso Pena, mas foi liberada as 10h20..

Os manifestantes fizeram um apitaço, panfletagem e entregaram uma carta a população denunciando o não cumprimento da lei por parte do Prefeito Gilmar Olarte. ” Nos alegamos que a greve não é política, nós sinalizamos o parcelamento do reajuste de 13,01% em até 10 vezes e mesmo assim o prefeito não quer cumprir”, afirma Geraldo.

Para A ACP falta vontade política para resolver o impasse Foto Paulo Francis
Para A ACP falta vontade política para resolver o impasse Foto Paulo Francis

Para o presidente da ACP falta “vontade política” para resolver o impasse e mantém ações de protesto na Câmara Municipal, além de solicitar apoio dos pais ao movimento.

Para o período vespertino está previsto que os professores continuem o ato no mesmo local, a partir das 14h, e anoite haverá a realização de um Sarau, em parceria com o SOS cultura, onde será apresentado danças, musicas, poesias. “Continuaremos com as denuncias na parte da tarde e anoite, através do sarau será um momento para os professores vão poder extravasar um pouco a pressão em que se vive no momento”, finaliza Geraldo.

Do sindicato havia partido proposta de aceitar os 8,5% até dezembro, escalonando os outros 4,51% entre os meses de janeiro e março. Esta, no entanto, não foi aceita pela prefeitura por operar acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nova tentativa de acordo previa transferir para setembro a negociação, porém a categoria rejeitou a ideia.

Paulo Francis

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