Professores e bancários fazem passeata contra projeto de lei

Professores e bancários de Mato Grosso do Sul protestaram na manhã desta terça-feira (16), em Campo Grande, contra o projeto de lei sobre a renegociação de dívidas dos estados. Segundo a organização do manifesto, participaram 5 mil pessoas. A Polícia Militar (PM) fala em 3 mil pessoas. Eles percorreram as principais ruas da capital.

Trabalhadores em caminhada na avenida Afonso Pena, em Campo Grande
Trabalhadores em caminhada na avenida Afonso Pena, em Campo Grande

Com faixas, cartazes e bandeiras, eles gritavam pela manutenção de direitos dos servidores públicos e pela destinação de 25% do orçamento à edução. Protestaram professores e administrativos de Dourados, Vicentina, Naviraí e Nova Alvorada do Sul.

Jaime Teixeira, diretor financeiro da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) explica o objetivo do protesto. “Não somos contra a negocião de dívida dos estados, mas somos contra os termos que usaram para isso”.

Com o projeto de lei, salários dos servidores públicos estaduais ficam congelados e novos concursos proibidos. “É uma camisa de força que arrocha a folha de pagamento”, diz Jaime Teixeira.

A categoria protesta ainda contra o projeto de lei que tira a obrigatoriedade do investimento de 25% do orçamento municipal na educação. “É a mais danosa, já que diz que os prefeitos podem investir o quanto quiserem na educação. Isso arrenbenta a educação pública”, finaliza.

Bancários
Trabalhadores em instituições financeiras se concentraram em frente a uma agência da área central e lá se juntaram com o grupo de professores que descia a avenida Afonso Pena em caminhada.

“Reivindicamos por melhores condições de trabalho, melhor remuneração e somos contra a demissão de bancários”, fala Edvaldo Barros, presidente do Sindicato dos Bancários em Mato Grosso do Sul. A categoria também é contra os dois projetos de lei.

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