Professores descartam voltar às aulas enquanto prefeitura não oficializar proposta

Apesar de a Prefeitura de Campo Grande ter sinalizado que pretende conceder o índice de 13.01% no piso salarial dos professores municipais, a categoria descartou a interrupção da greve, que começou no último dia 25 de maio. “Enquanto o Executivo não oficializar a proposta de reajuste os docentes seguem de braços cruzados”, afirmou o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação de Campo Grande (ACP), Geraldo Alves.

“Não vamos aceitar em nenhuma hipótese, já demos a brecha do parcelamento onde ele pode diluir os 4,5% que faltam na proposta”, declarou o professor da comissão de negociação da ACP, Orlando Peralta. Caso isso seja feito os professores voltarão as atividades.

Professore reunidos na ACP nesta sexta-feira Foto Uana Campos
Professore reunidos na ACP nesta sexta-feira Foto Uana Campos

O secretário municipal de Administração Wilson do Prado, que também é interino da pasta da Educação, informou na tarde desta sexta-feira (12) que para cumprir o pagamento do índice reivindicado pelos professores seria necessário cortes no orçamento de pelo menos R$ 10 milhões para a readequação das contas à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), considerando que só o impacto na folha seria de R$ 6,8 milhões.

“Não vamos apresentar nenhuma proposta enquanto não fizermos o dever de casa. Vamos fazer um estudo para ver o que pode ser cortado para termos condições de pagar os 13,01%”, disse Prado. A proposta sugerida pelo secretário deve ser apresentada ao sindicato na terça-feira (16).

Pela manhã, o secretário chegou a fazer um apelo à categoria, durante entrevista no programa Tribuna Livre da Rádio FM Capital, para que ela retornasse à sala de aula, diante do impasse apresentado.

Luana Campos

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