Professores da UFMS rejeitam proposta do governo federal e continuam em greve

Professores da UFMS estão em greve desde o dia 15 de junho – Foto Adufms

Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) seguiram o posicionamento do Comando Nacional de Greve (CNG) e recusaram a contraproposta do governo federal de reajuste de 21,3% escalonado pelos próximos quatro anos – 2016, 2017, 2018 e 2019 –, inferior aos 27,3% reivindicados para janeiro do próximo ano, sem parcelamento. A decisão foi tomada em Assembleia realizada na última quarta-feira (1). Assim, a greve de docentes da UFMS continua por tempo indeterminado.

Em nota, a vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS), professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães afirmou “Não podemos cair nessa esparrela de aceitar parcelamento até 2019.” E acrescentou: “O próprio governo federal reconhece o quadro de arrocho instaurado, restrição fiscal, com as taxas de desemprego subindo e o salário real em queda” e “enquanto isso, o Senado Federal aprova elevação dos vencimentos nas carreiras de funcionárias/os do Poder Judiciário que pode chegar a 78%”.

A entidade avaliou que “o percentual ofertado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), não repõe as perdas decorrentes da inflação, cuja previsão atual, para este ano, é de 9%”, o que agravaria o quadro em que “a docência das instituições federais de ensino superior vem amargando defasagem salarial em decorrência de um acordo feito entre a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) e o governo central em 2012, que parcelou o reajuste até 2015”.

Silvio Ferreira, com informações da Adufms

Comentários

comentários