Professora chama aluno de macaco e disse que usou ditado popular

A professora Nádia Restum, de 58 anos, suspeita de chamar um aluno de macaco dentro da sala de aula, prestou depoimento na segunda-feira (26), em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Ela foi acompanhada de advogados e do marido.

Vídeo feito pelos estudantes mostra o momento em que a professora fala de forma alterada (Foto: Reprodução)
Vídeo feito pelos estudantes mostra o momento em que a professora fala de forma alterada (Foto: Reprodução)

A suspeita alegou que não houve injúria racial e disse que usou um ditado popular para advertir o estudante. Um funcionário da escola relatou que a professora já chamou um outro aluno de “babuíno” há alguns anos.

A diretora da unidade disse em depoimento que o aluno tem um histórico de indisciplina e que a mãe do garoto já havia sido avisada sobre seu comportamento. Entretanto, a mãe nega.

Ana Paula de Melo, mãe do menino, disse que a professora quer justificar um erro com uma calúnia. Completou ainda que ela [professora] menosprezou a cor de seu filho.

“Ele foi discriminado, xingado, chamado de macaco por uma pessoa que estudou duas faculdades, fez dois concursos públicos, como ela mesma diz, para ser professora. O que mais me deixa indignada é que nós estamos no século 21 e uma pessoa que foi preparada para educar, ensinar, tem esse tipo de ato com o meu filho.” Conta.

A professora dá aula há dez anos, e trabalha na unidade há oito. Em depoimento, ela disse que teme alguns alunos, pois já sofreu agressões na escola. Depois de ser denunciada por racismo, ela pediu licença médica alegando estar doente.

O caso

Segundo informações, os alunos jogavam pingue-pongue em sala de aula, quando a confusão começou. A professora entrou na sala de forma alterada dizendo que aquilo era um desrespeito com ela.

Alunos filmaram o momento em que ela ofende o garoto chamando ele de macaco. Na hora, o estudante não se deu conta da ofensa e só após assistir o vídeo sentiu-se muito mal.

Após o ocorrido, Ana Paula foi chamada pela diretora da escola para comparecer na instituição. Na reunião, a professora estava presente e disse que não chamou o aluno de macaco. Segundo a mãe, ela apenas confessou ter ameaçado ele de morte, mas se desculpou por isso.

Com informações: R7

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