Produção de milho tem queda não esperada pelo setor em MS

milho_colheitaA produção de milho tem queda não esperada pelo setor em Mato Grosso do Sul, nesta colheita do milho 2ª safra, chamada de safrinha, que já foi retirada quase por inteira dos campos do Estado. O produtores já identificaram, com a colheita de 90,4% da área plantada no Estado, uma  estimativas de queda acima de 30% para esta safra de produção do grão. O levantamento é do Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), desenvolvido pela Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul). A colheita era esperado atingir 6,248 milhões de toneladas do cereal.

Contudo, de acordo com os levantamentos já realizados, revelam que o resultado será de no máximo 6,055 milhões de toneladas, o que representa deficit de 34% na produção em relação à 2ª safra 2014/2015.

O presidente da Aprosoja-MS, Christiano Bortolotto, aponta que se verifica queda também na produtividade, que agora é de 58 sacas por hectare. Antes, a estimativa era de 59,9 sacas por hectare, uma variação negativa de 32,16% em relação à 2ª safra de milho 2014/2015. Agora, em relação ao ciclo anterior, a queda na produtividade também atinge 34%. “Em nossos levantamentos semanais, já registrávamos desde abril esse cenário de quedas, projetando forte redução na produção. Na sequência, todas as entidades de pesquisa passaram a confirmar essas estimativas”, afirma.

Para Bortolotto, os resultados são negativos, já que afetam toda a cadeia produtiva. “Essa realidade já pesa no bolso do produtor porque muitos estão terminando essa 2ª safra com grande dificuldade no saldo das contas. Diante de uma safra de soja complexa à frente, já estamos preocupados, inclusive pelo fato de que boa parte dos produtores vai carregar dívidas de um ano para o outro, da safrinha para a safra verão”, detalha o presidente.

A colheita foi finalizada em sete maiores municípios produtores do Estado, entre eles está Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, São Gabriel do Oeste e Sonora. Portanto, de todas as cidades acompanhadas pelo Siga MS, restam ainda 23 com áreas não colhidas.

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