Problemas com Note 7 podem custar R$17 bilhões à Samsung

Um Note 7 aparentemente reparado pegou fogo em um avião da companhia Southwest na quarta-feira (Foto: Brian Green/BBC)

O pior recall da história da Samsung pode custar até US$ 17 bilhões à empresa, que teve de suspender as vendas do Galaxy Note 7 pela segunda vez nesta terça-feira (11), sinalizando um fim quase certo para o modelo premium.

O problema começou quando a Samsung anunciou o recall de 2,5 milhões de aparelhos Note 7 no início de setembro, após numerosos relatos dos telefones pegando fogo.

Nesta terça-feira, a crise se aprofundou: a empresa disse a operadoras de telefonia móvel que interrompessem a venda ou troca do aparelho de custo sugerido de US$ 882 e pediu aos usuários para desligarem seus telefones, enquanto investigava novos relatos de fogo em aparelhos substituídos.

De acordo com analistas, incluindo os do Credit Suisse, a decisão da Samsung de não vender os Note 7 vai gerar um encalhe de até 19 milhões de telefones, ou cerca de US$ 17 bilhões, montante previsto a ser gerado pela empresa durante o ciclo do produto em questão.

Enquanto a principal vendedora de smartphones do mundo aguarda resultados de uma investigação por reguladores de segurança norte-americanos, alguns investidores e analistas prevêem que a Samsung pode se desfazer do Note 7 e passar para modelos seguintes para limitar os danos financeiros e de reputação.

“No pior cenário, os EUA poderiam concluir que o produto é fundamentalmente falho e banir as vendas do dispositivo”, disse Song Myung-sub, analista da HI Investment Securities ao The New York Times.

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