Prisão de Olarte e Amorim é por 5 dias, sem algemas e com mínima exposição

Os oficiais de Justiça não conseguiram notificar o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar) e nem o empresário João Amorim, e ambos agora são considerados foragidos da Justiça. Os oficiais estiveram nas primeiras horas do dia nas residências de Olarte e de Amorim, mas eles não foram encontrados.

Olarte e Amorim são considerados foragidos pela polícia
Olarte e Amorim são considerados foragidos pela polícia

Ospedidos de prissões têm ligação direta com o processo instaurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal n. 18/2015, que tem por objeto investigar os crimes de corrupção passiva ativa e passiva, relacionados ao processo, no âmbito da Câmara Municipal, que culminou com a cassação do prefeito Alcides Bernal, em marco de 2014.

Mas, a Justiça vetou o uso de algemas e pediu a mínima exposição pública possível de ambos.

A ordem foi assinada na quarta-feira (30) pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva. Ele veta contudo, o uso de algemas e pediu a mínima exposição pública possível de ambos.

“Expeça-se os mandados de prisão temporária, a serem cumpridos pelos oficiais de justiça do Tribunal, com estrita observância das formalidades legais, em especial a não utilização de algemas e a mínima exposição pública possível dos investigados”, encerra a ordem de Bonassini.

O desembargador entende haver elementos suficientes para prender Olarte. Além disso, aponta que teria a intenção de dificultar as investigações.

Em relação a Amorim, analisa que o empresário “parece exercer uma espécie de liderança sobre o grupo que, aparentemente, formou-se para concatenar a cassação do prefeito eleito em troca de vantagens diversas”. Também cita que “é forte o clamor e a indignação social contra a situação vivida por Campo Grande”, colocando o pedido de prisão como medida impositiva.

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