PRF volta para prisão após nova decisão da Justiça em pedido do MPE-MS

Lúcio Borges

Moon sendo transferido de delegacia no sábado

O pedido de prisão preventiva feito pelo MPE-MS (Ministério Publico Estadual) na última terça-feira, contra policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, foi aceito pela Justiça na manhã desta quinta-feira (5). Assim, o agente da PRF foi levado pela Policia Civil novamente para a cadeia, após nova decisão do juiz José de Andrade Neto, o mesmo que havia concedido a liberdade ao policial no domingo, em cerca de 24 horas, após seu indiciamento em flagrante no sábado, 31 de dezembro, quando matou o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, dono das casas Sushi Express, em Campo Grande. A decisão do magistrado foi proferida ainda ontem, mas já a noite e fora de expediente e ação policial, por isto, o agente foi buscado em casa e levado a prisão por volta das 8 horas de hoje.

Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, foi detido nesta manhã após a Justiça decretar sua prisão preventiva pela acusação do assassinato a tiros do empresário, após desavença que iniciou em briga de trânsito na Avenida Ernesto Geisel. “Com a apresentação de novas provas e elementos objetivos, este juízo verificou a necessidade de ser decretada a prisão preventiva do indiciado Ricardo, para garantir que não haja qualquer tipo de contaminação ou influência na apuração dos dados, para garantir a integridade da instrução criminal”, justificou o magistrado em sua nova decisão. Moon teria sido detido em sua casa e prestará novo depoimento durante toda a manhã.

O policial foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde segundo servidores do local, ele chegou por volta das 8 horas, em uma viatura policial descaracterizada do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) para fazer os exames médicos. A PC (Polícia Civil), ratificou que não poderia fazer a prisão na noite de ontem, pois apesar do pedido feito pelo MPE-MS ter sido acatado pela Justiça, a decisão ocorreu à noite. “Apesar de sabido verbalmente, somente pela manhã os investigadores tiveram acesso ao mandato”, apontaram policiais civis.

Oficialmente, a PC diz que se manifestará sobre o assunto somente à tarde, pois não há informação para onde ele será transferido depois. Para tentar despistar a imprensa, os agentes da delegacia especializada chegaram a trocar o acusado de veículo pelo menos uma vez no trajeto do Imol até a sede do Garras.

Foram encontradas setes capsulas deflagradas. (Foto: Lúcio Borges)

Justiça – O pedido de prisão preventiva foi feito pelo MPE na terça-feira, sendo aceito pelo juiz Andrade Neto, após sua primeira decisão. “O crime é doloso e possui pena máxima superior a quatros anos e que a prisão é necessária à ordem pública”, descreveram os promotores no pedido feito ao judiciário

O juiz foi alvo também de reclamação da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), que anunciou que entraria com representação sobre o caso no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Na nova acusação formalizada, o Ministério Público Estadual pede para que a Polícia Civil investigue também a postura da PM no atendimento da ocorrência. No entendimento dos promotores, houve favorecimento a Moon na forma de atuação. A PM no fim da tarde do sábado, divulgou nota que teria feito os procedimentos corretos.

Fotos: Lúcio Borges

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