PRF apresenta novo bafômetro que detecta embriaguez pela respiração

Lúcio Borges

Polícia Rodoviária Federal inicia utilização de bafômetros passivos na praça do pedágio, Ponte Rio-Niterói (BR-101).

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) distribuiu nesta quarta-feira (24) e assim apresentou/ anunciou novos aparelhos de detecção de alcoolemia, os chamados bafômetros, que agora poderão pegar o motorista embrigado até de certa distancia, pela respiração. O material foi liberado hoje para a PRF no Rio de Janeiro, que será a primeira a experimentar e já usar em definitivo o novo sistema. Assim, os chamados “bafômetros passivos” detectam a presença de álcool sem soprar no aparelho, como é o atual usado a alguns anos em todo Brasil.

O aparelho ainda poderá reduzir custos, pois além de ser um, não necessita de acessório individual e descartável, o bocal, para apenas passar em todos e ver se está ou não com álcool na boca. “O bafômetro age por aproximação com o condutor, que nem precisa ele fazer nada, nem descer do veículo”, resumiu José Hélio Macedo, o porta-voz da PRF no Rio, onde o órgão vai receber 18 aparelhos para agilizar a fiscalização nas estradas.

Porém, se o novo aparelho apontar álcool, o acusado, e não todos como é hoje, deverá passar pelo bafómetro atual, para ser oficializado a ‘acusação’ e medir a quantia alcoólica constante no organismo.

Contudo, Macedo ratifica que o aparelho irá facilitar bastante trabalho por questão de agilidade. “Porque o motorista não precisa nem descer do carro. Na aproximação da cabine do veículo você consegue fazer a detecção da presença de álcool. Ele tem uma sensibilidade bem grande e ganha nessa agilidade”, explica.

Redução de gastos

O porta voz cita também a economia proporcionada pelo novo modelo, já que o bafômetro tradicional requer o uso de um bocal que custa em torno de R$ 2 a unidade. “Em uma fiscalização de alcoolemia você gastava diversos bocais e às vezes sem necessidade porque o condutor não estava embriagado. É uma melhoria até mesmo para quem está sendo fiscalizado, porque se não tiver nada de errado, ela vai embora mais rápido”, diz Macedo.

O policial destaca que o bafômetro passivo apenas indica o consumo de álcool, mas não mede a quantidade no organismo da pessoa, o que é necessário para a aplicação da multa. Por isso, em caso de positivo, será preciso fazer o teste à moda antiga. “O aparelho não dispensa o outro equipamento, porque se o motorista estiver alcoolizado, para fazer a multa ou a prisão a gente precisa ter o teor alcoólico, o índice. E só o outro equipamento faz essa medição, esse faz só essa triagem. É para facilitar e também a questão do custo”.

Os novos aparelhos serão utilizados nas operações de fiscalização de rotina da PRF nas rodovias federais do estado e também poderão fazer parte de operações integradas do órgão federal com as blitzes da Lei Seca do governo do Rio de Janeiro.

Apresentação 

O novo bafômetro foi usado na fiscalização na manhã de hoje na praça do pedágio da ponte Rio-Niterói, onde a PRF fez a demonstração do aparelho para a imprensa. O marceneiro Rodrigo Souza da Conceição aprovou o novo equipamento.

“Esse é bom, porque tem gente que se recusa a fazer [o teste], né? Assim o policial já vai abordar quem tem quase certeza que fez uso de bebida. Melhora o serviço da polícia. E pra gente também, né, que tem que trabalhar. Todo mundo ganha”.

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