Pressão em Fábio Carille aumenta e Corinthians inicia sequência decisiva

Lancepress/JP

Clube garante permanência, mas contestações internas aumentam (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium)

Título paulista em cima de rival, semifinal de Copa Sul-Americana e quarta posição no Brasileirão, esse é o balanço do Corinthians em 2019, mas nada disso tem sido suficiente para poupar as críticas em cima do trabalho de Fábio Carille, que passa por momento de contestações internas e externas. Após a soma de resultado ruim e desempenho pior ainda contra o São Paulo, a partida contra o Goiás, nesta quarta-feira, passou a ser decisiva para o futuro do clube.

Não é de hoje que o Timão tem se apresentado de forma abaixo do esperado pelo elenco que montou nesta temporada. Embora ainda seja menos qualificado do que Palmeiras e Flamengo dispõem, o leque de opções permitiria atuações melhores, mais dominantes e que se sobressairia diante de adversários mais fracos, porém não é o que acontece e o próprio treinador reconhece que as atuações boas são raras até aqui.

– Acho que de 63 de jogos, a gente não fez dez bons jogos no ano. A gente não fez. Até campeão Paulista, já falei várias vezes, com dificuldade para jogar. Falei na coletiva passada a respeito do Boselli que as características do nosso time não são pra ele. Quando pedi a contratação dele a gente imaginou que iam acontecer outras coisas, precisa de bola na área. E nosso time dificilmente busca profundidade, gosta de rodar com a bola – afirmou após o clássico.

O problema é que as declarações de insatisfação de Carille não têm pegado bem internamente, seja entre o grupo de jogadores, seja entre os dirigentes. Nos bastidores, há o entendimento de que há significativa responsabilidade do comandante no desempenho do time, que tem se mostrado cada vez mais conformado com a fase ruim. O temor é de que a sequência de resultados ruins e uma possível saída do G6 possa tirar a confiança do grupo.

A diretoria defende abertamente a permanência de Carille no cargo, inclusive para o ano que vem, mas isso não significa que esteja plenamente satisfeita com tudo o que está acontecendo, especialmente o que tem sido dito em coletivas. No início de 2019, o treinador elogiou o equilíbrio do elenco que havia sido montado, e no último domingo, após derrota para o São Paulo, acabou reclamando da falta de opções no grupo.

Isso já havia acontecido na derrota por 2 a 0 para o Independiente del Valle, pela Sul-Americana. Naquele dia, Carille indicou que alguns jogadores não estavam maduros o suficiente para encarar certos tipos de jogos, o que também foi muito mal recebido pelo elenco, que conta com muitas peças aprovadas e admiradas pelo treinador corintiano.

Com todo esse cenário, três jogos sem vencer e jogando mal, a partida desta quarta-feira, contra o Goiás, no Serra Dourada, torna-se decisiva para os rumos que o clube deve ter. Embora o resultado seja importante, o desempenho e as reações dos jogadores também passarão a ser analisadas nesta 26ª rodada do Brasileirão. A permanência no G6 passou a ser o objetivo principal do Timão e uma resposta em campo pode ser essencial nessa briga.

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