Preso, homem é investigado por cárcere e estupro de duas mulheres

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante na tarde de ontem (08) por estupro, sequestro e cárcere privado. Ele teria amarrado duas mulheres no período de uma semana, trancado as vítimas em sua residência e as estuprado. De acordo com informações do site Diário Corumbaense, o homem estaria emocionalmente perturbado e teria dito que não “tinha nada a perder”.

Segundo a defensora pública, Maria Clara de Morais Porfírio, uma mulher de mais de quarenta anos de idade foi até à Defensoria na semana passada com um boletim de ocorrência em mãos com o teor de sequestro, cárcere privado e estupro, mas não havia flagrância do crime porque a vítima havia conseguido fugir e pedir ajuda à polícia.

Como não houve pedido de medidas protetivas na delegacia, a Defensoria de Corumbá fez a solicitação e o juiz deferiu essa medida protetiva. Logo em seguida, ela foi encaminhada aos agentes de saúde, por ter sido um caso envolvendo estupro. Ela compareceu à Defensoria Pública cerca de dois ou três dias depois do ocorrido porque, segundo a defensora Maria Clara, a vítima contou que ficou um pouco “desnorteada”.

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A defensora estava normalmente acompanhando o caso, até que na terça-feira (08), houve a prisão em flagrante de um homem que havia cometido sequestro, cárcere privado e estupro, com as mesmas características do caso da mulher que já estava sendo atendida pela Defensoria Pública. Foi quando a rede de proteção à mulher constatou que se tratava do mesmo autor.

“Ele cometeu o mesmo crime com duas mulheres em uma média de uma semana. Nesse período, duas mulheres com as quais ele já tinha um relacionamento afetivo, mas uma não sabia da outra. O que sabemos até agora é que existe um homem preso em flagrante por estupro e cárcere privado ou sequestro, dependendo do caso, porque é muito limiar a diferença entre um e outro, e que disse que não tem condições de constituir advogado e logo a Defensoria Pública vai ser comunicada da prisão para acompanhá-lo”, esclareceu a defensora pública.

A forma como ele agiu com as duas mulheres é semelhante. Ele amarrou as duas pelas mãos, fazia ameaças e trancou as vítimas dentro de casa. Segundo a defensora, que está com o caso da primeira vítima, ele a deixava amarrada e ia trabalhar. Ela ficou um período de quase dois dias com o agressor. A casa tinha muro alto e cachorros soltos.  A vítima contou que conseguiu fugir depois que o homem a desamarrou para que ela pudesse almoçar, então ela conseguiu despistar os cachorros e sair correndo.

“Ela estava sem dinheiro, com roupas dele, e pela distância de onde ela estava para a casa dela era muito grande, teve que pedir dinheiro para uma pessoa que estava passando no meio da rua. Ela estava com muito medo, foi para a casa de amigas porque não teve coragem de voltar para a casa dela, local que ela falou que ele poderia estar rondando”, disse Maria Clara.

A vítima contou à defensora pública que já conhecia o agressor, tinha uma relação amistosa com ele e não tinha esse tipo de situação violenta, mas é um homem que está passando por crise. “A todo momento, para a primeira vítima, ele falava que não tinha nada  a perder. Esse foi o maior medo dela porque ele falava que estava em crise financeira, crise profissional, crise, crise, crise, e de repente ele poderia ficar lá até matá-la ou até cometer suicídio. Essa é a gravidade da situação”, afirmou a defensora.

A vítima está sob cuidados do Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher (CRAM) para tratamento psicológico e social. Na Defensoria Pública, ela foi atendida pelo núcleo psicossocial que faz relatório e conversa com ela. “Toda a rede de proteção à mulher se mobilizou para primeiro cuidar da saúde dela, fazer exames, tomar medicamentos que até 72 horas depois do fato criminoso tem eficácia contra doenças e gravidez. É uma mulher que hoje estamos tratando, mas pensamos, será que não poderíamos com o primeiro caso ter evitado o segundo?”, questionou a defensora pública.

Redação com informações do Diário Corumbaense

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