Preso do semiaberto é encontrado em casa morto com quatro tiros

Lúcio Borges

O apenado da Justiça, mas em semiliberdade, Manoel Teodoro Neto, 60 anos, foi assassinado na manhã deste sábado (29) em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. O corpo do homem foi encontrado no racho em que morava nas margens do Rio Taquari ferido com pelo menos quatro tiros, dois nas costas e dois no peito.

De acordo com o site Edição de Notícias, Neto foi encontrado já morto pelo responsável pela limpeza do rancho, que também mora no local, por volta das 7 horas. No corpo, a perícia encontrou quatro ferimentos de tiros, provavelmente calibre 38. Em um saco de cimento que havia no local os investigadores também encontraram marcas dos disparos.

A vítima cumpria pena no regime semiaberto do Estabelecimento Penal Masculino de Coxim e todos os dias era liberado às 6 horas. Por conta disso, a polícia acredita que o crime aconteceu logo que Neto chegou ao rancho.

A motocicleta dele, uma Honda Biz, chegou a ser levada pelo autor do crime, mas foi encontrada pouco depois na varanda de uma peixaria da região, o que fez a polícia descartar a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte.

Ainda conforme o site local, o Neto trabalhava com empréstimo de dinheiro fora do mercado de crédito legítimo, esquema conhecido como agiotagem. Por conta disso, as investigações devem apurar se o homem não foi vítima de um dos ‘clientes’. Em janeiro deste ano, ele foi baleado por um jovem de 28 anos que vinha sofrendo ameaças por não conseguir pagar uma dívida com Teodoro.

Testemunhas contaram que Neto ainda teria desavença com uma família de Rio Verde que deveria a R$ 10 mil para ele. Em virtude a dívida, ele chegou a ameaçar atear fogo na casa da mãe do possível cliente.

Antecedentes

A vítima cumpria pena pelo homicídio do pedreiro Carlos Alberto Feliciano de Oliveira, em 30 de dezembro de 2010. Neto teria cometido o crime após uma briga com a vítima, que foi morta com vários disparos de revólver calibre 38, em uma construção. Em 2013, o suspeito foi condenado a 17 anos de prisão, chegou a cumprir pena em Campo Grande e neste ano foi para o regime semiaberto.

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