Presidente do sindicato destaca armamento e mudança do fardamento da Guarda Civil

O presidente do Sindicato do Guardas Civis Municipais de Campo Grande, Hudson Bonfim, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM – Foto: Silvio Ferreira

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o presidente do Sindicado da Guarda Civil Municipal de Campo Grande, Hudson Bonfim, falou sobre as recentes mudanças relativas à instituição.

Fiscalização de trânsito – “A decisão desta quinta-feira (6), do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre ação do MPE (Ministério Público Estadual) de Minas Gerais, que questionava a atuação dos guardas municipais do estado vizinho, na fiscalização do trânsito, em última instância, ratificou que a fiscalização – regulamentada pelo governo federal através do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) – e outorgada às prefeituras, pode ser delegada pelas administrações municipais à qualquer entidade, mediante normatização municipal, em especial às guardas municipais. Agora, a prefeitura vai promover a capacitação, através de cursos sobre lei de trânsito e fiscalização, antes do início da atuação dos guardas civis municipais no trânsito”.

Questionado sobre o receio da população da chamada “indústria das multas”, Bonfim defendeu que “as campanhas de conscientização de trânsito não têm sido suficientes. Recentemente, a Santa Casa de Campo Grande enfrentou problemas com o elevado número de traumatismos causados por acidentes de trânsito. Então, ficou definido que – assim que os guardas estiverem capacitados – serão realizadas blitze diárias em pontos distintos da capital, para aumentar a segurança no trânsito da capital”.

Armamento – Bonfim informou que “o processo de armar 275 guardas municipais, passou recentemente pela fase dos exames psicotécnicos e passará na próxima etapa, que o treinamento de tiro. Todo o processo é fiscalizado pela Polícia Federal”. Ainda não foi possível precisar a data em que os guardas municipais iniciarão os trabalhos com o porte de armamento.

Fardamento – Recentemente a Guarda Municipal recebeu a decisão do secretário municipal de Segurança Pública, Valério Azambuja, de mudar do uniforme da instituição, por conta da semelhança entre a farda dos guardas e da farda dos policiais militares, ambas na cor azul marinho. Para o presidente do sindicato, “a diferenciação da farda traz um distanciamento entre às forças de segurança justamente em um momento em que elas caminham [tendem] para a unificação”.

Como presidente do sindicato, Bonfim opinou que “a mudança é desnecessária em um momento de crise econômica e financeira do país, em que os municípios anunciam até mesmo uma paralisação no próximo dia 10, e a gente sabe que isso é um custo desnecessário. Bonfim defendeu ainda que os gastos, estimados em mais de R$ 2 milhões, são desnecessários e poderiam ser empregados em compra de viaturas e capacitação humana, para dar qualidade no atendimento, com capacitação técnica e jurídica, para a população se sentir mais segura.”

 

Silvio Ferreira

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