Presidente do PSL diz que o partido fechou questão a favor da reforma da Previdência

G1/JP

Luciano Bivar, o presidente nacional do PSL (Foto: Valter Campanato/ABr/VEJA)

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), disse nesta quinta-feira (28) que o partido fechou questão a favor da reforma da Previdência.

Quando um partido fecha questão em torno de algum tema, determina que seus parlamentares votem de acordo com a orientação da sigla.

O fechamento de questão do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, era cobrado por defensores da reforma da Previdência. Na última semana, o governo sofreu críticas, até mesmo de aliado, sobre a falta de articulação política para viabilizar a votação da reforma.

Bivar falou com jornalistas após reunião com 32 deputados do PSL na sede do partido, em Brasília. Ele disse que outros 22 parlamentares, que não estava presentes, enviaram representantes.

“Não falo que seja corporativismo, cada um realmente quer o máximo, sem prejudicar o resultado final de ter melhores condições, mas isso tudo foi superado na reunião, tanto os militares, como os policiais federais, como os jornalistas, como os advogados, todos concordaram em fechar a questão”, afirmou Bivar.

O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), que havia criticado anteriormente a proposta de reforma da Previdência e a falta de diálogo do governo, decidiu mudar o tom e apoiou publicamente a PEC .

“Na verdade, nós vamos ter várias reuniões até a votação, mas nós estamos construindo o diálogo e o governo está trazendo o facão para a gente descascar. Nesse diálogo, a faca e o facão estão vindo e a gente vai comer um abacaxi bem docinho”, disse.

Ele ainda declarou que não há um nome definido para a relatoria da PEC da Previdência na CCJ e destacou a importância do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a aprovação do projeto. “É o momento certo do parlamento, é um diálogo primeiro com o presidente da Casa, que é o grande protagonista, é o nosso grande líder maior do parlamento”, afirmou.

Questionado se haveria alguma punição para quem votar contra a proposta, o deputado Delegado Waldir disse que há no regimento interno do partido uma série de penalidades, incluindo a expulsão do parlamentar da sigla.

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