Presidente do PSDB defende manifestações: “Golpe nós sofremos nas eleições passadas!”

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, e presidente regional do PSDB, Márcio Monteiro, comentou os protestos realizados neste domingo (16) em todo o país, frisando que “falava como cidadão, como brasileiro, como pai, como avô, como quem tem compromisso e responsabilidade com nosso país”.

O secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro, que também é presidente estadual do PSDB, em entrevista ao Página Brazil - Foto: Silvio Ferreira
O secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro, que também é presidente estadual do PSDB, em entrevista ao Página Brazil – Foto: Silvio Ferreira

Para Monteiro, “a grande discussão é se as manifestações são um golpe, ou se as eleições passadas é que foram fruto de um golpe praticado pelo partido que agora está no governo. O Brasil vivia já sinais de momentos difíceis, e o governo federal deixou de cumprir o seu papel de tomar as medidas econômicas de ajustes que eram necessárias, para induzir à população de que o Brasil vivia um grande momento. E o resultado está aí. Esse foi o grande engodo, esse foi o grande golpe que o Brasil viveu. Então, falar que hoje os protestos são um golpe, é uma incoerência das maiores.”

Monteiro afirmou ainda que: “Golpe ocorreu no ano passado e as manifestações de hoje são extremamente legítimas. O povo está indo à rua com vontade de se manifestar, com vontade de protestar e nós não podemos aceitar de maneira nenhuma que lideranças trabalhistas ou que até mesmo lideranças políticas venham expressar que esses movimentos hoje são movimentos golpistas. Golpe os brasileiros tiveram nas eleições passadas, e ele [o povo brasileiro] busca um caminho que leve à retomada do governo do Brasil”. 

A fala do presidente do PSDB em MS, ocorre dias depois da declaração do presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, na última quinta-feira (13), que durante evento para entidades sociais, ao lado da presidente Dilma, falou em “defender à unidade nacional” afirmando que “Isso implica ir para as ruas entrincheirados, de armas na mão, se tentarem tirar a presidente”, referindo-se às mobilizações pró-impeachment de Dilma Rousseff.

Silvio Ferreira

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