Presidente da Petrobras diz à Simone Tebet que processo de venda da UFN3 será assinado até final do mês

Da Redação

A senadora Simone Tebet e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco (Foto: Roberto Castello) 

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, confirmou para a senadora Simone Tebet (MSDB-MS) que está adiantado o processo de venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), de Três Lagoas-MS. Segundo ele, o protocolo de intenções com a empresa russa Acron, maior produtora de fertilizantes do mundo, será assinado até o final do mês de agosto.

Castello Branco participou de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado na tarde desta terça-feira (13) para falar a privatização de refinarias e das fábricas de fertilizantes contidas no plano de desinvestimentos da Petrobrás, entre outros assuntos. Ao final da reunião, ele encontrou-se com a senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

Simone comentou com o presidente da estatal sobre a importância da retomada da fábrica não só para Três Lagoas, como para a região Centro-Oeste e o agronegócio brasileiro. A UFN3 tornará o País autossuficiente na produção de fertilizantes. Além disso, vai gerar milhares de empregos durante a finalização da obra.

Há estimativa de criação de até 10 mil empregos diretos e indiretos, quando a fábrica entrar em ação. “As obras serão retomadas e haverá geração de emprego e renda para a região”, disse Simone que, enquanto prefeita de Três Lagoas, cedeu o terreno para o empreendimento.

Está previsto para o primeiro semestre do próximo ano o reinício das obras. A fábrica estava mais de 80% concluída quando a obra foi interrompida, em dezembro de 2014. Estima-se que as operações da fábrica iniciem em 2024.

A Acron produz e comercializa fertilizantes em mais de 60 países. Está negociando a prorrogação dos incentivos fiscais como governo do Estado e fechou acordo com a Bolívia para o fornecimento de gás.  A venda da UFN3 para o conglomerado europeu tornou-se possível após a autorização do STF, em junho deste ano, para que a venda de subsidiárias de empresas públicas ou sociedades de economia mista pudesse ocorrer sem autorização do Congresso ou licitação.

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