Presidente da Omep é presa após depoimento ao Gaeco

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul confirmou o pedido de prisões temporárias de três pessoas durante a Operação Urutau, realizada nesta terça-feira (13), que investiga o envolvimentos de pessoas ligadas com entidades não governamentais e secretarias da Prefeitura, com o crime organizado.

Maria Salmaze (esquerda) está no presídio feminino

Entre os presos, a Agepen (Agência Penitenciária do Estado) confirmou, até o momento, apenas a prisão da presidente da Omep, Maria Aparecida Salmaze, que após prestar depoimento ao Gaeco, ocupa uma das celas do presídio feminino Irmã Zorzi, em Campo Grande.

A informação foi confirmada pelo presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stroppa Garcia. Salmaze depôs na sede do Gaeco por cinco horas.

Também foram presas, Ana Claudia Pereira da Silva, que atuaria como chefe do departamento pessoal na Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária, e Kelly Ribeiro Pereira, coordenadora da creche Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Consta no pedido dos três mandados de prisão, sete de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão, que os investigados fariam parte, direta ou indiretamente, de associação criminosa com a finalidade de lucrar em cima das terceirizações oferecidas pelas duas instituições.

O advogado que defende a Omep e a Seleta, Laudson Cruz Ortiz, disse que a operação foi uma surpresa, e que tomou conhecimento dos detalhes há pouco. Ele descarta investigação sobre cedência de funcionários e acha que o Gaeco apura utilização de recursos públicos para benefícios próprios.

O defensor disse que a exposição das pessoas envolvidas no caso foi desnecessária, visto que as entidades tem colaborado com as autoridades e entregue documentos diversos para a polícia.

Urutau

A Operação do Gaeco investiga fraudes em convênios mantidos entre as organizações Omep e Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária) junto com a Prefeitura Municipal.

Além das fraudes nos convênios, o Gaeco investiga crimes como falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa. A vereadora Magali Picarelli (PSDB) foi uma das interrogadas pelo grupo de atuação, mas não deu detalhes sobre o que foi questionado. O gabinete dela na Câmara Municipal também foi alvo de busca.

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