Presidente da Fiems diz que MS é maior que a crise e que “precisamos olhar para frente”

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, Sérgio Longen, afirmou que “o Brasil é maior que a crise que estamos enfrentando”. Longen relacionou a importância dos investimentos que a Federação das Indústrias (Fiems) está concretizando em diversos pólos – na Capital e no Interior do Estado -, para fomentar a economia sul-mato-grossense diante do momento de crise que o país enfrenta. O presidente da Fiems explicou que essas realizações são particularmente importantes, principalmente quando a entidade existente no país com o fim específico de fomentar o desenvolvimento do setor industrial, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), tem restringido a liberação de recursos para as empresas nacionais realizarem novos investimentos”. “Essa situação leva as empresas a buscarem fundos de investimento em outros países, enquanto seus projetos permanecem [parados] no BNDES”.

“Precisamos continuar produzindo” disse o presidente da Fiems, que frisou em um contexto de crise econômica nacional, “os resultados do Agronegócio em MS que tem salvado a economia e é onde estão nossas grandes oportunidades de negócio”, citando os recentes acordos feitos com o governo e bancos chineses que investirão R$1,6 bilhão para o setor de grãos (soja e milho) na região do município de Maracaju”. “O crescimento do Agronegócio fortalece a indústria, comércio e serviço”. Longen, enumerou outras dificuldades que o setor industrial do estado sempre enfrentou para crescer. “Contexto internacional desfavorável, oscilações do câmbio que prejudicavam às exportações e o fato de nunca termos conseguido uma sintonia das políticas do governo com os projetos de crescimento da indústria do Estado”.

O presidente da Fiems elogiou às políticas estaduais de fomento da indústria, mas relacionou as dificuldades atuais para o setor no Estado, no âmbito federal: “O Custo Brasil (tributos, burocracia, infraestrutura e logística deficiente que comprometem a competitividade e a eficiência da indústria nacional), principalmente a carga tributária fora do padrão internacional, da ordem de 35%”.

Exemplos para sair da crise – – As medidas adotadas pelo governo norte-americano para recuperação econômica daquele país foram citadas pelo presidente da Fiems, como exemplos a serem imitados pelo Brasil: “Eles recuperaram a economia reduzindo salários, custo de energia, competitividade e aumentando exportações. Hoje, saem da crise e voltam a enfrentar economicamente à China e à Índia. No Brasil, por mais que se vá mal, salários, custos e impostos aumentam.” Em Brasília, temos trabalhado para reverter esse processo.

O presidente do Fiems deu outro exemplo a ser copiado, bem mais próximo: o do vizinho Paraguai: “O presidente [Horacio] Cartes tem a determinação política de reduzir a burocracia de industrializar o país para atender a demanda interna. Estabeleceu uma alíquota única de 10%. Enquanto o Brasil tem 15 diferentes tipos de licenciamentos necessários para quem pretende produzir, no Paraguai só existe um: o registro único de contribuintes”. “Simplificação burocrática e energia elétrica a 10% do custo da energia brasileira. Investidores de outros países são muito bem recebidos, as terras são boas como as nossas e a posição geográfica é privilegiada; há logística e investimento no sistema de hidrovias [do Rio Paraguai]. Longen informou que tem buscado chamar a atenção do ministro brasileiro de Minas e Energia, Gustavo Leite para trabalhar também essa questão para MS”.

Silvio Ferreira

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