Presidente da CPI da Enersul diz que há algo nebuloso para TJ barrar investigação

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enersul , deputado estadual Paulo Corrêa (PR), desconfia que há algo nebuloso para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul barrar as investigações que começaram a ser feita pela Assembleia Legislativa,

Membros da CPI da Enersul vão recorrer
Membros da CPI da Enersul vão recorrer

“Tínhamos uma linha de investigação bem definida e a comissão foi implantada pela Assembleia por meio de instrumentos legais. Creio que há algo muito nebuloso nesse processo para barrarem os trabalhos”, afirmou Corrêa.

Apesar disso, os integrantes da comissão avisam que vão recorrer da decisão do Tribunal, que suspendeu os trabalhos do colegiado.

“Vamos até a última instância para continuar defendendo o direito do consumidor. Estamos querendo investigar, baixar a conta da energia mas estamos proibidos e agora não podemos fazer nada porque o TJ não deixa seguirmos com a CPI”, reclamou Paulo Corrêa, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito.

Paulo Corrêa lamentou, durante sessão de ontem, a decisão do Tribunal de Justiça que manteve a suspensão dos trabalhos da CPI da Enersul.

Os parlamentares devem recorrer da liminar pela segunda vez para prosseguirem com a investigação sobre supostos desvios no setor da energia.

Criada em março, a CPI foi motivada por uma auditoria realizada em 2012 a pedido da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que apontou desvio de mais de R$ 70 milhões da Enersul (Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul). Uma lista de 38 nomes envolvidos no suposto esquema de corrupção também era alvo da comissão.

A CPI está suspensa desde o início de maio, após decisão do desembargador Dorival Renato Pavan, que acatou pedido do Grupo Energisa, atual concessionária que comprou a Enersul em 2013. A empresa solicitou a suspensão da quebra de sigilo bancário e alegou que as investigações poderiam causar danos à imagem da empresa.

Para o relator da comissão, deputado Beto Pereira (PDT), a preocupação da concessionária causa estranheza. “Algo incomoda nessa investigação. Que prejuízo a Energisa poderia ter se não temos sequer a alternativa de comprar energia com outra empresa?”, questionou.

O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) criticou a interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI. “É um dia triste para o Legislativo porque a CPI estava indo no caminho certo e era uma forma de dar explicações para a população que nos cobra sobre as contas duplicadas e o aumento abusivo nas contas de energia. Não estamos contra a empresa mas sim a favor do consumidor”, argumentou. Com ALMS

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