Presidência da AL-MS pode ter inédita disputa entre PSDB e PMDB que miram comando

mochi_picarelliO comando da AL-MS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) deve ser renovado com eleição a acontecer em um mês, obrigatoriamente até a penúltima sessão do ano, com uma possível e inédita disputa entre PSDB e PMDB que miram o comando. O processo da escolha, mesmo na reeleição do atual presidente, Junior Mochi (PMDB) está programada para 20 de dezembro, conforme divulgada pela Mesa diretora. O processo este ano está dúbio ou sem alarde, pois ainda não houve muito ‘falatório’, diferente de anos anteriores, que até havia especulações, mesmo que na maioria das vezes se definia o consenso do colegiado com um nome a frente. O processo está sendo encaminhado, à principio para reconduzir Mochi a direção para os próximos dois anos 2017/2018. Contudo, se avoluma uma disputa ou como em geral, um consenso, porém com um novo nome da maior bancada de deputados, o PSDB, que querer o cargo, por ter hoje, mais parlamentares na Casa. Mochi aponta ter apoio de partidos para sua reeleição.

Assim, os partidos com as maiores bancadas da AL-MS, antigos aliados, o PMDB e PSDB têm interesse em disputar o comando do Legislativo. A cerca de 30 dias da votação, todos avaliam com possíveis aliados composições visando a Mesa Diretora. Hoje, o atual titular Júnior Mochi – eleito em 2015 para um mandato de dois anos – que apesar de ser diplomático e dizer que ainda iria ouvir e discutir com todo o colegiado, estava sendo encaminhado para ser reconduzido. Mas, o pemedebista começa a sofrer resistência ou ter mesmo a concorrência dos tucanos, que com oito deputados, tendo o Governo do Estado, também almejam a direção do Legislativo até o fim de 2018.

Mochi diz ter apoio para sua reeleição, mas Maurício Picarelli, tucano ‘de alta plumagem’ que retornou recentemente ao ninho e com 32 anos de Casa, evoca a ‘máximas’ dos Parlamentos do Brasil, pelo entendimento da “maior bancada é quem indica o presidente”. E em sua oitava legislatura, Picarelli é um dos nomes colocados para assumir a presidência. O parlamentar usa o argumento para ter a presidência, comentando que isto foi aplicado nos últimos anos, quando então o PMDB, em geral tinha mais deputados e vem na direção da Casa, desde 2007. Naquele ano, o hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Jerson Domingos, assumiu a cadeira e comandou o legislativo estadual por quatro mandatos até final de 2014. Após, Mochi também foi eleito em consenso para este último biênio.

Picarelli, que ha vários anos ocupa a 1º vice-presidente e a corregedoria da Casa, ratifica a intensão e abre ou inverte as posições entre peemedebistas e tucanos. “O PSDB tem a maior bancada, com oito parlamentares, e tem o direito de escolher, de ter um candidato para estas eleições. Na minha opinião, nós devemos ficar com a presidência e a segunda maior bancada podia ficar com a primeira-secretaria”, afirmou. Assim, o posto citado, segundo na hierarquia da Casa, seria destinado ao PMDB.

Além dele, os também tucanos Beto Pereira, Onevan de Matos e Felipe Orro seriam candidatos ao comando da Mesa Diretora.

Mochi aponta apoio de partidos

Mochi afirma ter apoios, mas aguarda posição do governador Reinaldo Azambuja, pois em geral os chefes do Executivo, influenciam na escolha do comando, apesar da “independencia” dos Poderes.

Porém Junior Mochi, afirma contar com o apoio dos deputados estaduais de diferentes bancadas para a disputa. “Conversei com a bancada do PMDB e por unanimidade fechou a questão em cima do meu nome. Depois, sentei com o PT, partido que me apoiou desde o início e que manifestou apoio novamente a minha continuidade, além do George Takimoto (PDT) e do Zé Teixeira (DEM) que também são a favor”, afirmou.

Contudo, Mochi ainda aguarda a decisão de Azambuja (PSDB) sobre qual partido vai apoiar na disputa. “Conversei com o governador na semana passada, mas ele ainda vai conversar com a bancada para depois definir quem ele vai apoiar, se vai ficar com o PMDB ou com o partido dele”.

Histórico

A eleição ou escolha do presidente da AL-MS sempre ocorreu em forma de consenso, em pelo menso no passado recente, das duas últimas décadas. Pois além do caso do PMDB, que está há praticamente dez anos, no comando da Casa, antes houve uma supremacia do então deputado Londres Machado (PR), que ficou por 40 anos no legislativo, saindo em 2014, quando saiu para disputar a vice governadoria.

Durante a ‘era Londres’, no período se viu apenas um revessamento dos cargos de presidente e primeiro-secretario, entre Londres com o então deputado Ary Rigo.

 

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