Prefeitura proíbe reajustes e convocação de aprovados em concursos

Informação foi repassada pelo secretário de finanças da Capital

O secretário municipal de finanças e planejamento, Pedro Pedrossian Neto, afirma que a prefeitura acendeu sinal ‘amarelo’ durante prestação de contas do quadrimestre, realizada na manhã desta quarta-feira (27), na Câmara Municipal de Campo Grande. Conforme o secretário, a folha está inchada, alcançando 53,13% do limite prudencial.

Secretário Pedro Pedrossian Neto deu informações sobre os gastos da Prefeitura

“Acendemos o sinal amarelo em relação ao gasto com o pessoal. O município não pode ultrapassar 54% do limite prudencial. Agora existem poucas condições de oferecer reajustes salariais”, explica Pedrossian.

O secretário admite que a situação ‘assusta’, mas disse que é preciso levar em conta a sazonalidade dos dados, já que o índice é referente ao final de 2018, quando há pagamento de 13º e de muitas férias na folha, ou seja, um gasto a mais com pessoal.

“O paciente está febril, mas não está em convulsão”, disse em analogia às contas municipais. A receita corrente líquida da Prefeitura ficou em R$ 3,1 bilhões no ano passado e a despesa total com pessoal em R$ 1,6 bilhão. O limite máximo de gasto com folha de pagamento estabelecido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) é de 54%.

Diante disso, a prefeitura fica proibida de fazer o chamamento de concurso público ou fazer novas contratações. De acordo com o secretário, o inchaço encontrado na folha ocorre devido a negociações salariais realizadas anteriormente. “A partir de agora, o município fica proibido de oferecer qualquer tipo de reajuste, enquanto esse índice não estiver abaixo do limite prudencial”.

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