Prefeitura e Estado concretizam R$ 50 milhões para tapar 250 mil buracos da Capital

Foto: Lúcio Borges

A prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado na manhã desta quinta-feira (19), concretizaram a parceria anunciada a 15 dias, para iniciar a recuperação da malha viária da Capital, com a disponibilização de R$ 50 milhões, com 50% de cada parte, e, divididos em duas etapas, como anunciado no último dia 10. O prefeito Marcos Trad e o governador Reinaldo Azambuja, assinaram o contrato, no prazo pretendido e anunciado a nove dias, quando ocorreu um segundo encontro entre os chefes dos Executivos, como o Página Brazil noticiou, após ambos mencionaram em 04 de janeiro -primeiro encontro- que iriam “reconstruir Campo Grande em parcerias que não eram possíveis”. Diante da gravidade da situação, havia pedidos de agilidade para as equipes de governos levantarem recursos e produzirem documento oficial da parceria e liberar nos próximos dias, R$ 20 milhões, para fazer o ‘tapa buracos’ inicialmente.

O ato de assinatura não foi exatamente a novidade hoje, com o montante, que já havia sido anunciado, na semana passada, mas a divulgação pelo prefeito, de que são cerca de 250 mil buracos, contabilizados pela atual administração e anunciados pela primeira vez, onde serão aplicados os R$ 10 milhões da prefeitura e outras 10 milhões vindos do Fundesul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de MS), para fazer somente o ‘tapa buracos’. A outra parte, R$ 30 milhões, foi ratificado que será empregada no recapeamento de principais e maiores vias da Capital, se possível ainda neste primeiro semestre. O recapeamento, deve acontecer principalmente nas Avenidas Bandeirantes, Ernesto Geisel, Mato Grosso, Costa e Silva.

O prefeito falou do levantamento da prefeitura, sendo o que já foi feito dentro do período desde que assumiu o Paço Municipal, sendo o inédito pedido da população para resolver quase que exclusivamente este problema. “ A malha viária da Capital tem 250 mil buracos, sendo 15 mil fechados em 14 dias úteis. Não queria fazer este ‘tapa buraco’, o certo seria recapear, mas não há como esperar os oito meses do processo de licitação, diante da gravidade do problema. Pela primeira vez, não vejo as pessoas pedindo por educação, saúde e segurança, mas sim para tapar buracos. Pois a questão não ficou mais somente no estrago material, passando do bem estar-saúde para o hospitalar que chegou ao cemitério, com casos até do crime ocorrido na Capital, inciado pela circunstância de um buraco. Assim, pedi ajuda porque o Estado, também não pode deixar de atender aos municípios”, disse Trad.

Trad ainda relembro que procurou e irá fazer todas as parcerias necessária para administrar e melhorar o município, sendo prontamente atendido pelo governo estadual. “Pedimos agilidade porque o problema vem de meses e só se agravando, onde nossas equipes, em especial a do governo, com secretario Marcelo Migliole – titular da Obras do Estados-  que se colocou desde o primeiro dia a disposição e em atenção de unidade máxima. Recorri ao governo do Estado sim, que a ‘primeira vista’, não pode deixar de atender seus municípios, por obrigações, mais que dentro de outras questões tem que ser procurado e contar com dialogo. E isto vem fazendo, acolhendo a cada uma das outras 78 prefeituras, e que não fazia ou fez por Campo Grande, devido à falta de unidade e pedido concreto/oficial. Mas, não vou ficar culpando as administrações anteriores, porque não fui eleito para isto. Estou colocado para trabalhar e vou seguir o exemplo de meu pai, que dizia ‘trabalho, honestidade e parcerias sadias devem ser procuradas e construídas’, como esta que estamos realizando hoje, para o bem da Capital”, discursou o prefeito.

Resultados

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, afirmou que os resultados aconteceram dentro dos próximos 30 dias, pois o recurso já vai resultar em ampliação. “De 19 passaremos para 30 equipes, além da compra de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente)”, apontou.

O governador Reinaldo Azambuja, licenciado até dia 30, interrompeu as férias, para participar da assinatura do convênio na manhã de hoje, na Governadoria, no Parque dos Poderes, onde definiu como momento histórico. “Dividimos a responsabilidade de recapear algumas vias para dar mais segurança ao cidadão, a exemplo do que o governo já faz na [avenida] Euler de Azevedo. Na gestão anterior, não teve a mesma abertura para diálogo. Hoje, é um dia histórico e mostra que quando se tem responsabilidade, maturidade politica, o benefício não é dos governantes, mais de todas as pessoas. A intenção é que as ruas pudessem ser recapeadas, mas, pelo momento crítico, existe a necessidade de ter o resultado com fechamento dos buracos para retomar a tranquilidade perdida na Capital”, disse.

Azambuja ainda avaliou e justificou a decisão de ambos para mexer com a questão em duas etapas. “Temos que fazer isto agora, e mostra que dá para fazer gestão parceira, acima de tudo para atacar e resolver entraves imediatos da cidade e cidadãos, como este que afetou a vida de todos e em todos os lugares. E temos que tomar certas decisões para ir fazendo ou estabelecendo estruturas de ambos os lados para atacar o problema e buscar o tratamento definitivo”, afirmou o governador.

A governadora em exercício, Rose Modesto, declarou que a parceria de hoje enche seu coração de alegria por fazer o bem para Campo Grande. “Aquilo que a gente pregava na campanha era autêntico. O Estado só vai bem se os municípios estão bem. Hoje, está a prova de que a parceria vai fazer a diferença”, diz Rose. Ela e Marquinhos disputaram um acirrado segundo turno pela prefeitura da Capital.

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