Prefeitura e Estado anunciam R$ 50 milhões para asfalto da Capital

Então concorrentes a disputa a prefeitura, Rose e Trad selam parceria (Fotos: Lúcio Borges)

Os gestores da prefeitura de Campo Grande e do Governo do Estado, anunciaram na manhã desta terça-feira (10), o valor de R$ 50 milhões a serem aplicados na recuperação asfáltica do município, entre o imediato tapa buraco e posterior recapeamento de principais vias da cidade. Os recursos, que viram de convênios que ainda serão assinados, em dez dias, devidos aos tramites burocráticos, terão ao menos duas etapas para serem utilizados, mais já são ‘garantidos’ entre as partes. O valor chega a Capital, após inicio de parceria, propalada na última quarta-feira (3), como o Página Brazil noticiou, que voltaria entre as administrações, após inicio há dez dias, da gestão do prefeito Marquinhos Trad. “Vamos reconstruir parcerias que não eram possíveis”, anunciaram prefeito e governador, com imediata gestão do Estado para tapar os ‘buracos’ de Campo Grande. Assista ao nosso vídeo com toda declaração dos chefes dos Executivos.

O acordo com valores anunciado hoje, é resultado da parceira celada na semana passada, com o governador Reinaldo Azambuja, que na oportunidade, com o prefeito, não falaram em valores, porque iriam fazer e determinaram um força tarefa de secretários das duas gestões, apra saber da real necessidade e de como e onde iriam movimentar os recursos. Hoje, Trad, e a agora governadora em exercício, Rose Modesto, se reuniram no Paço Municipal, para repassar o resultado do levantamento e anunciarem o montante. “Tivemos feito estudos e levantamos que serão R$ 50 milhões para asfalto de Campo Grande, sendo 20 milhões, 10 de cada, para primeira etapa imediata, ainda este mês, onde tentaremos eliminar todos os buracos. Outros 30 milhões, 15 cada, será planejado, mais com decisão de fazermos o recapeamento de diversas e principais ruas da Capital”, anunciou o prefeito.

Equipes ampliadas em trabalho nesta manhã na Rua Bahia esquina com Av. Coronel Antonino (Fotos: Lúcio Borges)

Trad disse que a primeira etapa é uma ou mais uma medida paliativa, para tentar eliminar os buracos e que já se decidiu e vai ser feito projeto de recapeamento para este semestre se possível. “Não era o que eu queria, a prefeitura e governo queriam, nesta medida. Mas, temos que dar resposta imediata a cidade, neste grave problema, que não tem outra alternativa, que possa ser esperada ou mudada de local. É preciso eliminar esta causa, este mal, para fazer outro tratamento. São 10 milhões do Estado e 10 da prefeitura para pagar o que ja foi feito e incluir todos que ainda faltam”, disse.

Rose Modesto, disse que quis o destino e com satisfação cumpre ela, hoje, papel de governadora em exercício, para não somente fazer cumprir sua função e dar continuidade as ações de governo, que incluem as tratativas com a ou as prefeituras, que coincidiu no bom anúncio do montante de recursos para socorrer a Capital. “Semana passada o governo, o governador Reinaldo com o prefeito iniciaram as conversas e falaram da necessária celeridade para este e outros assuntos a serem resolvidos. E hoje, com alegria estou eu no cargo para continuar tudo que governo tem no dia a dia. Somos uma equipe e as ações não podem esperar. Tenho a satisfação, com o prefeito, em menos de uma semana, de anunciarmos os recursos a serem aplicados, que conseguimos levantar para agora e ao futuro, para resolvermos esta questão e grave problema que atinge a vida de nossa população”, discursou Rose.

Parceria e IPTU para salvar a cidade

A parceria, e possível liberação do dinheiro, no entanto, é pretendida para ser assinada em 19 de janeiro, pois ainda faltam alguns ajustes técnicos, segundo o secretário de Obras de MS, Marcelo Miglioli, que acompanhava a governadora. Ele comentou o fato e ainda, apesar de ser o técnico, fez questão de politizar o entendimento atual entre a prefeitura e o governo. “Já temos a determinação dada de corrermos o máximo possível, mas temos que cumprir normas técnicas e jurídicas para chegarmos na possível assinatura final no próximo dia 19. Mas, queremos fazer as coisas e não ficar falando do que se pretende ou pretendia e não executar na pratica de recém realidade que tivemos e está o resultado, que temos que contornar e resolver agora”, disse Miglioli.

O prefeito que foi questionado de onde virão os recursos da contrapartida da prefeitura, disse que serão retirados do enxugamento da máquina e do IPTU. “Procuramos ver os mínimos detalhes para de onde retirar, para fazermos este serviço que é além dos salários, o principal do momento. Vemos que de onde vier economia vai render para isto e o IPTU, que é fonte natural e o campo-grandense sempre foi ordeiro e excelente pagador, como esta sendo”, disse.

Quando assumiu o Paço Municipal, semana passada, o novo chefe do Executivo Municipal recebeu o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que anunciou a ajuda, no entanto, ainda não havia sido definida a quantia da parceria. Hoje, prefeito e governadora em exercício, ainda não deram detalhes de como ocorrerá de fato o convênio, mas, em ocasião anterior Marquinhos disse que os recursos ampliarão as equipes que fazem os serviços nas ruas e que, em menos de três meses, os buracos terão diminuído ou acabado de vez. “Uma das primeiras ações foi buscar parceria com o governo do Estado, pois sem ele, não há como resolver os problemas da Capital”, disse Marquinhos.

Já os recursos do governo serão oriundos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de MS), explicou o secretario, que foi ratificado por Rose, que ainda lembrou que o Executivo Estadual está ajudando a Capital, “assim como ajudamos os outros 78 municípios de MS”. “Nos últimos dois anos investimos mais de R$ 500 milhões e, se não fizemos isso antes, foi por falta de diálogo com a administração anterior”.

Sem projeto

A vice-governadora ainda lembrou que o governo já havia disponibilizado para ajudar o Município, inclusive no recapeamento da Avenida Coronel Antonino até a altura do shopping Bosque dos Ipês. Uma das contrapartidas para a construção do empreendimento era a reforma da via, que seria feita pela própria construtora. “Mas, o prefeito anterior não apresentou o projeto”.

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