Prefeitura anuncia cortes e economia imediata de R$ 5 milhões

Jefferson Parreira

Prefeito e secretariado durante coletiva de imprensa (Foto: Elivelton Almeida)

A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta quinta-feira (25) um pacote de medidas financeiras que deve reequilibrar as contas do município, com efeito previsto já para o dia 1º de junho. Durante coletiva de imprensa na tarde hoje, o prefeito Marquinhos Trad (PSD), o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Antônio Lacerda, e o secretário municipal de Planejamento, Controles e Finanças, Pedro Pedrossian Neto, fizeram uma apresentação de como a atual administração ‘pegou’ a prefeitura, bem como apontaram as soluções realizadas para sanar todos os problemas e dívidas. O chamado Decreto de contingenciamento, conforme estimado, deverá reduzir cerca de R$ 5 milhões mensais nas despesas da prefeitura.

Entre as ações imediatas estão o remanejo de professores lotados em outras áreas, que somam 367 profissionais pagos para dar aula, mas que foram cedidos para exercer outras funções. Conforme o titular da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle), a revogação deve gerar economia de R$ 1,4 milhão.

Os cargos comissionados também sofrerão cortes na Gratificação de Representação e Dedicação Exclusiva, que estimam economia de R$ 1,14 milhão mensal. Pedrossian Neto explicou que o salário base não sofrerá mudanças, apenas os valores adicionais. “Vamos reduzir benefícios de cargos comissionados, começando pelos secretários”, ratificou Marquinhos Trad. Cerca de 600 funcionários estão na lista da medida.

Bônus de difícil acesso, que contempla professores e profissionais da saúde, também estão na lista de contingenciamento. O corte gera, automaticamente, mais de R$ 800 mil em economia. Mais de 3 mil profissionais de ambas as áreas perderão a bonificação.

Professores da zona rural só terão benefícios se o local de trabalho estiver a mais de 15 quilômetros de sua residência.

Em relação a bolsa alimentação, só serão contemplados os servidores que recebem até 2,5 salários mínimos. O impacto econômico é de R$ 300 mil ao cofre municipal.

De acordo com o prefeito, funcionários que recebem até R$ 2 mil não participam das medidas. “Não vamos tocá-los”, garantiu.

Marquinhos disse, ainda, que servidores concursados não sofrerão abalos, desde que não recebam adicionais.

 

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