Prefeitura alerta para risco de epidemia de dengue em 2016

A prefeitura de Campo Grande lançou hoje (5) o plano de contingência da dengue, febre chikungunya e Zika. Os trabalhos de conscientização e visita às residências começam de forma imediata, já que 21 bairros da Capital se encontram em situação de alerta e o município tenta amenizar as consequências de um surto já esperado pela administração pública.

05epide

De acordo como chefe de controle de endemias vetoriais, Alcides Ferreira, 2 mil agentes de combate a endemias estarão nas ruas da Capital durante o verão, monitorando as regiões com maiores índices de casos de dengue. A administração municipal pede maior participação da população, tendo em vista que maioria dos criadouros surgem dentro de residências.

Entre os bairros onde foram encontrados maiores focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, estão: Noroeste, Veraneio, Guanandi, Taquarussu e Jacy. “O combate é questão de educação”, destacou Alcides.

Segundo o secretário municipal de saúde Ivandro Fonseca, a Prefeitura ainda não tem um levantamento completo da infestação do mosquito da dengue em Campo Grande. Os números ainda estão sendo contabilizados, mas a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) revela que a maior preocupação é com as residências, onde está o maior índice de infestação.

Durante a apresentação da ação de saúde, também foi citado que 86% dos focos do mosquito foram encontrados em residências. Apenas 4,3%, em terrenos baldios.

“É preciso a conscientização da população. Infelizmente, a população não entende a importância e o quanto isso é preocupante. A Ouvidoria vai receber denúncia sobre moradores que se neguem a receber a visitar do agente de saúde”.

Em 2015, a Secretaria Estadual de Saúde já notificou 6,1 mil casos de dengue em Campo Grande e 31,5 mil em Mato Grosso do Sul.

Comentários

comentários