Prefeito passa por mais uma troca de secretário, mudando titular da Sesau

Lúcio Borges

A prefeitura de Campo Grande estará com novo secretario de Saúde, a partir da próxima segunda-feira, 1º de abril. O titular da Sesau (Secretaria municipal de Saúde), Marcelo Vilela e a adjunta, Andressa de Lucca Bento, vão deixar os cargos em troca já acertada, para que o próximo dia útil, que será no denominado ‘da mentira’, não haja rumores de brincadeiras ante que já ha algum tempo, o secretário está na corda bamba, tendo sido já ‘avisado’ de demissão pelo chefe, o prefeito Marcos Trad, devido a sua atuação ou falta dela, no que refletia na falta de resolução dos graves e constantes problemas da pasta na Capital.

Os secretários de Saúde deixam o cargo, em decisão acertada durante reunião já na noite desta quinta-feira (28) com o chefe do executivo, que passa por mais uma troca de auxiliares, que entraram no dia 1º de janeiro de 2017 ou mesmo após. Trad, marcará assim, mais de 50% dos cargos de secretariado, que já foram trocados, em pouco mais de dois anos de administração. A troca já passou por grandes secretarias, mas esta será uma da mais visíveis da gestão, pois mexe com a Saúde, que é de grande espaço, orçamento, mas também de reclamações e consequências ao gestor. E o que não falta são as reprovações e pedido de socorro da população pelo setor que mais afeta o cidadão e sua cidadania.

A exoneração de Vilela e de Lucca sairá em edição extra do Diogrande (Diário Oficial). O novo a assumir, ou cotado, deve ser José Mauro Pinto de Castro Filho, que entrará no lugar de Vilela, que assumiu a função em 1º de janeiro de 2017, com entrada do então também novo chefe do executivo.

Vilela então ficou na função, pouco mais de dois anos, onde os até ‘eternos’ problemas da Saúde pública não foram muito modificados e até em tese pioraram. Este incio de ano, a situação foi ficando mais agravada, com reclamações em relação à falta de profissionais nas unidades de saúde e demora no atendimento. Bem como, a cidade voltou a entrar no modo da epidemia da Dengue trienal (três em três anos), como vem ocorrendo nos últimos tempos.

“Sentindo na pele”

O prefeito, a pouco mais de um mês, no dia 21 de fevereiro, apesar de ser o chefe maior, chegou a reclamar em público de que o seu secretario não fazia nada. E ainda, em visita a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) , nervoso, por estar sendo cobrado efusivamente, Trad disse que “trocaria secretário e adjunto, para ver se outro que entra imprime mais ritmo”.

A reclamação decorrente da situação de Vilella, foi encontrada por Trad na UPA da Vila Almeida. Ele ‘sentiu na pele’, o sentimento real da população, onde pacientes relataram ao prefeito a demora de cerca de três horas para atendimento.

As sucessivas reclamações sobre falta de médicos nas unidades de saúde comprometeram o plano de ação do secretário, que seria de longo prazo. Marcelo defendia suas ações no planejamento e dizia que os resultados seriam de médio e longo prazo. A cobrança, no entanto, foi maior.

Outa troca

A prefeitura teve também neste mês a troca do secretário da Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

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