Prefeito ordenou que Procuradoria verifique contratos com João Amorim

O prefeito da Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) disse nesta segunda-feira que a Procuradoria Geral do Município foi encarregada de verificar se há “qualquer coisa de errado” em contratos entre a prefeitura e empreiteiras investigadas na Operação Lama Asfáltica, deflagrada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) .

Prefeito concede entrevista após posse do novo secretário municipal de Educação Foto:Gerson Walber
Prefeito concede entrevista após posse do novo secretário municipal de Educação Foto:Gerson Walber

“Se houver algo errado, tomaremos atitudes, por enquanto nada equivocado foi encontrado”, disse o prefeito afirmando, ainda, que as contratações podem ser canceladas. Entra as empresas do grupo que possuem relação com a prefeitura estão a Proteco Construções e LD Construções. Estas empresas mantêm ao menos 16 contratos com a Prefeitura, que passam da casa dos R$ 50 milhões. A primeira pertence a João Amorim, apontado pela PF como principal alvo das investigações, e a segunda é de Luciano Dolzan, genro dele.

Olarte também afirmou que caso a Operação Lama Asfáltica ramifique as ações de investigações na prefeitura, as “atenções” serão dadas à Polícia Federal ou qualquer outro órgão.

LAMA ASFÁLTICA

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2013 e apontaram existência de esquema de superfaturamento de obras “mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos”. A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana.

Ainda conforme a investigação, foram identificadas “vultuosas doações” de campanhas à candidatura de um dos principais envolvidos. Segundo apurou a reportagem, trata-se do ex-diretor da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), Edson Giroto. A casa dele, inclusive, é um dos alvos dos 19 mandados de busca e apreensão.

A casa do empresário João Amorim, assim como da secretária e sócia dele, Elza Cristina Araújo dos Santos, e do genro, Luciano Dolzan – dono da LD Construções, também são alvo de buscas dos policiais.

A sede da Secretaria de Infraestrutura do Governo (Seinfra) também é alvo dos mandados de busca e os funcionários foram dispensados do serviço. Além das buscas, a PF também cumpre quatro ordens de afastamento de servidores estaduais.

Participam da operação 80 policiais federais, 13 servidores da CGU e 25 da Receita Federal.

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