Prefeito e presidente da Câmara de Campo Grande são afastados

AO prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e o presidente da Câmara de Vereadores do município, Mario Cesar de Oliveira Fonseca (PMDB), foram afastados dos seus cargos na manhã desta terça-feira (25), em razão da suspeita de corrupção ativa e passiva na votação da Câmara que cassou o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), em 12 de março de 2014.

Prefeito Gilmar Olarte e presidente da Câmara, Mario Cesar, foram afastados dos cargos
Prefeito Gilmar Olarte e presidente da Câmara, Mario Cesar, foram afastados dos cargos

O afastamento dos dois é um desdobramento da Operação Coffee Break, do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual e foi determinado pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a pedido do Ministério Público Estadual.

Segundo o coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça, Marcos Alex Vera de Oliveira, a investigação sobre a compra de votos para a cassação de Bernal é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica, que investigou a suspeita de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações, contratos administrativos e superfaturamento de obras realizadas no estado.

O prefeito afastado está proibido de entrar na Prefeitura, assim como o presidente da Câmara de entrar na Casa de Leis.

A ordem de afastamento, de acordo com Vera, é do desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Segundo o promotor, foram cumpridos nesta manhã 17 mandados de busca e apreensão.

Nove políticos são ouvidos na sede do Grupo. Entre eles, Paulo Siufi (PMDB), Carlão (PSB), Airton Saraiva (DEM), Edil Albuquerque (PMDB) e o presidente da Câmara Muncipal de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB). Um ex-vereador e três empresários também são ouvidos.

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