Prefeito diz que Comissão Processante pode “abrir cortinas da política”

Em entrevista ao portal Página Brazil, o prefeito Gilmar Olarte (PP), disse que “o acolhimento pelo Tribunal de Justiça das denúncias do MPE( Ministério Público Estadual), feitas a partir das investigações do Gaeco (Grupo de Ação Especial Contra o Crime Organizado), permitirá agora que, durante o processo, com direito à ampla defesa, nós comprovemos nossa inocência e levantemos ainda outras questões: A quem interessa a apresentação de um relatório do MPE ao Tribunal de Justiça, com escutas pela metade? Um texto só tem sentido em seu contexto. Não existem provas materiais. Nunca peguei cheque de ninguém. E parte dos cheques incluídos no processo foram falsificados, nós temos laudos que comprovam isso. Somente isso já tornaria toda a investigação nula.”

Prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte. (Foto: Reprodução TV Globo)
Prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte. (Foto: Reprodução TV Globo)

O prefeito defendeu: “Não há fundamentação. Natural que haja o acolhimento, mas um dos desembargadores apontou que há vícios processuais, eivado de erros. Então o que está por trás disso. Toda vez que eu inicio alguma ação para organizar.

Quanto à abertura de uma comissão processante na Câmara de Vereadores, o prefeito afirmou: “Não sou contra à comissão processante. Deixo muito claro para os vereadores da base: ‘Pode abrir o processo. Vocês são independentes! É uma oportunidade de levantarmos algumas questões: “Quem está por trás da iniciativa de suscitar alguns setores da imprensa sobre uma matéria já exaurida? Isso é gritaria política! Ressuscitam a matéria e jogam com toda força para a mídia. É essa pergunta que a população tem que fazer. Qual é o objetivo de atacar um prefeito que pegou uma cidade falida e que está se virando para colocar a casa em ordem? Essas questões são políticas. Até as gravações do Gaeco demonstram que foi tudo planejado, construído, que estão no processo. Eu pergunto: por que não foram usados?”

Olarte declarou não acreditar na hipótese de afastamento, cogitado pelos corredores da Câmara Municipal, depois do acolhimento pelo TJMS, das denúncias do MPE. “Não acredito que haja nenhum tipo de afastamento. O que temos que discutir é quem está por trás disso, criando um relatório [do MPE] que tira qualquer possibilidade de defesa? Não procede, não tem fundamento jurídico. Eu acredito na respeitabilidade da Câmara. A não ser os vereadores da oposição que querem o poder a qualquer custo. Mas os vereadores do bem, que salvaram à cidade lá trás, na cassação do ex-prefeito Alcides Bernal, que deixou à prefeitura com um déficit de quase R$300 milhões.”

Para finalizar o prefeito anunciou ainda que “confia na Justiça e que ingressará com recursos no TJ, STJ e com sua defesa em um eventual comissão processante, porque quem não deve, não teme. No processo na Justiça nós vamos poder demonstrar tudo isso, com ampla defesa. Por isso que não temo afastamento. É tudo ilusório, tudo armado, tudo midiático, sem fundamento jurídico, eivado de erros e por isso que não temo à cassação.”

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