Preço da arroba do boi deve estabilizar em fevereiro

Da Redação

A cotação da arroba em Mato Grosso do Sul, registrou ganhos expressivos no mês de novembro. No dia 1° do mês passado a arroba do boi foi cotada a R$ 162,58 e a da vaca a R$ 151,17. Enquanto no segundo dia de dezembro, a arroba do boi é cotada a R$ 207 enquanto da vaca custa R$ 197, valorização de 27% e 30% em um mês.

Conforme o Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG) o mercado deve se estabilizar em fevereiro. De acordo com o presidente do sindicato, Alessandro Coelho, o cenário em que a pecuária está passando demonstra a recuperação de um mercado.

“A arroba que sinaliza cerca de R$ 200 em Mato Grosso do Sul deve sim ser comemorada, mas com um sinal amarelo para aqueles que conseguiram permanecer na atividade, após o longo período de recessão e preços abaixo do custo de produção. Temos uma oferta restrita de animais e os pecuaristas precisam de estratégia para administrar seu rebanho neste momento”.

O pecuarista ainda alerta que reter animais pensando em uma remuneração ainda maior nas próximas semanas, talvez não seja o mais indicado, levando em consideração que esse mercado deve se estabilizar em meados de fevereiro de 2020. “Na hora de colocar os números no papel precisamos somar a recessão dos últimos anos aos custos de produção que subiram junto com a arroba, chegando ao resultado de uma margem ainda modesta”.

A estiagem também prejudicou um percentual dos pastos, dividindo espaço com o milho e soja, que seguem o mesmo embalo de alta, isso encarece a nutrição animal. Coelho ainda ressalta que há uma série de aberturas de mercado em andamento, graças ao empenho da ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina Dias, mas refletirá de forma significativa, a partir de 2020.

“O que precisa ficar muito claro nesse mercado da proteína vermelha é que estamos todos do mesmo lado e conectados. A valorização ao pecuarista é um movimento natural de mercado, reflexo do apetite interno e externo, junto da escassez de animais. Isso precifica também a indústria, causando um impacto aos pequenos e grandes frigoríficos que acabam por manter parte da sua capacidade de abate ociosa, e logo, consequência aos atacadistas e supermercados, que precisam desembolsar mais para comprar da indústria. De forma automática os custos são divididos com o consumidor final, que até meados de 2020 deverá desembolsar mais no quilo da carne bovina”, explicou Alessandro Coelho.

EXPORTAÇÕES – Em Mato Grosso do Sul, as carnes figuraram em alta na pauta de exportações. De janeiro a outubro de 2019, as carnes apresentaram aumento de 14,4% nas exportações, em comparação ao mesmo período do ano passado e faturamento de US$ 814 milhões.

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