Prazo para depósito de R$ 1,2 bi da Vale, BHP e Samarco vence nesta segunda

Acaba nesta segunda-feira (9) o prazo para que a Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton Brasil, efetuem o pagamento de R$ 1,2 bilhão determinado pela Justiça para medidas reparatórias após o rompimento de uma barragem em Mariana (MG). As empresas ainda não confirmaram se o pagamento já foi feito.

Mariana (MG) – Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A determinação do depósito havia sido feita em novembro, e o prazo para o pagamento venceu no dia 9 de dezembro. Na ocasião, as empresas ganharam da Justiça um prazo adicional de 30 dias para fazer o depósito da multa.

Segundo a Vale, a decisão foi proferida no âmbito da ação civil pública que tramita na 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte. A ação civil pública foi movida pela União, pelos governos de Minas Gerais e do Espirito Santo e por órgãos ambientais federais e estaduais. Um ano após o rompimento da barragem de Fundão, o rejeito de minério ainda encobre áreas devastadas. Milhões de metros cúbicos da lama seguem espalhados, deixando marcas no meio ambiente.

O desastre que causou a morte de 19 pessoas completou um ano no último dia 5 de novembro. A lama atingiu o Rio Doce, chegando ao litoral do Espírito Santo. O rompimento da barragem da Samarco é considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

“A Vale continuará adotando todas as medidas para assegurar seu direito de defesa dentro dos prazos legais e manterá o apoio à Samarco para que continuem sendo adotadas as medidas de reparação”, disse a mineradora em nota.

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