Polícia apreendeu R$ 736,6 mil com investigados em operação

A Operação “Lama Asfáltica” – que apura fraudes em licitações que causaram rombo de R$ 11 milhões nos cofres públicos -, realizada pela Polícia Federal (PF), Receita Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), apreendeu R$ 736,6 mil com os investigados (Além do empresário João Krampe Amorim (dono da Proteco), o que mais conquista licitações do Governo e da Prefeitura, ex-secretário de obras, Edson Giroto, e servidores do Governo do Estado também são alvo da operação.), sendo 100 mil dólares, 3 mil euros, R$ 210 mil em notas e R$ 195 mil em cheques.

Coletiva sobre balanço da operação "Lama Asfáltica"
Coletiva sobre balanço da operação “Lama Asfáltica”

 

No total, foram 19 mandados de busca e apreensão. As informações foram repassadas em coletiva para divulgar o balanço das ações da manhã desta quinta-feira (09), pelos delegados Antonio Koll, da regional de combate ao crime organizado, Flávio Cunha de Barros, da Receita de Campo Grande e por Israel Carvalho, coordenados geral de operações da CGU. Os locais em que ocorreram as apreensões dos montantes não foram revelados.

A PF não revelou os nomes de quatro funcionários públicos estaduais afastados dos respectivos cargos pelos próximos 60 dias. Na coletiva, a corporação também informou que não houve necessidade de pedir prisão preventiva dos envolvidos nas investigações.

Os trabalhos dos investigadores começaram por conta de três obras, uma no aterro sanitário de Campo Grande, em 2012, e outra derivada da licitação para obra na MS-430, em 2013 – a terceira de 2011 que não foi divulgada. Os crimes cometidos, segundo a PF, foram corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraude em licitação e peculato.

O que motivou as investigações foi o domínio do mesmo grupo empresarial sobre as licitações. Segundo o delegado Antonio Koll, sempre as mesmas empresas venciam os contratos.

Também houve buscas na Secretaria de Obras do governo, na qual os quatro servidores foram afastados, dos quais três são efetivos e um estava no programa de demissão voluntária, mas continuava prestando serviços. De acordo com o secretário de Governo Eduardo Riedel, a secretaria está fornecendo os dados solicitados e os servidores.

Isso acontecia porque, segundo as investigações, os editais de licitações eram direcionados para que determinadas empresas ganhassem. Cláusulas impossíveis de outras empresas cumprirem eram adicionados.

PREJUÍZO

Os R$ 11 milhões de prejuízo divulgados são referentes a desvio de recursos e sobrepreço das obras, que teriam causado esse rombo nos cofres públicos.

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