Porco é candidato a prefeito em cidade dos Estados Unidos

O porquinho de Michael Ewing concorrerá às eleições para prefeito em Flint, no estado americano de Michigan. O advogado decidiu formalizar a candidatura de seu animal de estimação em protesto pelo fato de um vereador de sua cidade, condenado por homicídio, estar concorrendo nas eleições municipais.

Giggles concorre a prefeito de Flint Reprodução/Facebook/Giggles The Pig for Flint Mayor
Giggles concorre a prefeito de Flint Reprodução/Facebook/Giggles The Pig for Flint Mayor

O pleito na cidade será com papéis preenchidos à mão, ou seja, o eleitor pode escrever o que quiser. Por isso, Ewing acha que o porco receberá pelo menos alguns votos.

Na página do Facebook do candidato, o advogado afirma que o porco é “ficha limpa”, nunca foi fiscalmente irresponsável e não receberá dinheiro de grupos de interesse. Mas, mesmo se vencesse as eleições, Giggles não poderia assumir o cargo porque não é eleitor registrado na cidade.

Macaco Tião

No Brasil, também houve casos em que animais foram candidatos nas eleições como forma de protesto. O Macaco Tião, candidato às eleições municipais do Rio de Janeiro em 1988, é um deles. A candidatura trouxe humor e reflexão em uma época de transição para um regime aberto.

Tião, que teve candidatura lançada em defesa do voto nulo, acabou recebendo mais de 400 mil votos. O macaco ficou em terceiro lugar entre os 12 candidatos. O Guinness, o livro dos recordes, incluiu o animal em uma de suas edições, na categoria “Chimpanzé mais votado do mundo”.

Rinoceronte Cacareco

Com a frase “Com o cartaz que está, Cacareco seria um forte candidato aos Campos Elíseos”, Jânio Quadros colocou o Rinoceronte Cacareco no meio da política paulista, há 55 anos.

Os dizeres, feitos durante a inauguração de um zoológico em São Paulo, alfinetava as eleições estaduais daquele ano. Mas Cacareco acabou na política no ano seguinte, quando foi realizada eleição para a Câmara Municipal, e não para os Campos Elíseos.

O número preciso de votos que o animal recebeu nunca será descoberto, porque alguns votos foram computados juntos aos nulos, mas os contabilizados estão entre 90 e 100 mil votos para vereador de São Paulo.

Ele teve mais votos do que qualquer outro candidato a vereador e representou a frustração dos paulistanos com os políticos nas eleições para a Câmara Municipal de 1959.

BAND

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