Por agilidade na reforma agrária, famílias ocupam sede o Incra em Campo Grande

Ocupação começou no inicio da manhã e mais pessoas devem aderir no período da tarde. (Foto: Paulo Francis)

Com o objetivo de dar agilidade no processo de reforma agrária em Mato Grosso do Sul, cerca de 300 famílias ocuparam a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na manhã desta segunda-feira(23), em Campo Grande. As pessoas começaram a chegar as 6h da manhã e outras ainda devem chegar no período da tarde.

(Foto Paulo Francis)

De acordo com um dos membros do movimento, Claudinei Rondon Monteiro, 38 anos, o manifesto, promovido FNL (Força Nacional de Luta) e equalização de movimentos sociais, que somam no total 9,  é pacifico e ocorre apenas na forma de ocupação, onde funcionários foram  impedidos de desenvolverem suas atividades.

 Claudinei alega que o grupo pede que seja cumprida a pauta prometida em 2016, pelo presidente nacional do Incra, Leonardo Góes. Na ocasião, o presidente teria prometido em setembro resolver a questão das áreas nos municípios de Nova Andradina, Anastácio e Campo Grande, até 21 de dezembro de 2016, o que não ocorreu.

 “Nosso protesto é pacifico, não quebramos nada, mas estamos enjoados de promessas, são 7 anos sem assentamento aqui dentro do estado, nem mesmo o cadastramento das famílias que eles tinham prometido foi feito ainda. Queremos a liberação dessas áreas para colocarmos as famílias no devido lugar, não temos condições de ficar segurando famílias em acampamentos sendo que pode se formar assentamentos”, desabafa.

Manifestantes alegam que a 7 anos não acontece nenhuma reforma agraria no Estado. (Foto Paulo Francis)

 O manifestante destaca que os líderes dos movimentos sociais já embarcaram para Brasília, onde devem se reunir amanhã com o superintendente nacional do Incra, em Brasília, às 11hr da manhã. A ocupação segue com tempo indeterminado.

 “Não temos prazo para sair daqui, o tempo é indeterminado, vamos ficar até se cumprir a pauta. Estamos aqui por tudo ou nada, chega de mentiras, não aguentamos mais não”, finaliza Claudinei.

Pelo menos 9 movimentos sociais participam da ocupação. (Foto Paulo Francis)

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