Políticos e produtores se reúnem para buscar soluções em conflitos indígenas

Durante reunião entre políticos e fazendeiros, na manhã desta segunda-feira (29), na Assomasul (Associação dos Municípios de MS), políticos orientaram produtores rurais que têm áreas invadidas por indígenas a entrarem na Justiça para conseguir fazer a retirada de insumos das propriedades. Outro conselho é de que realizem audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir questões relacionadas ao conflito por terra.

Reunião foi realizada na Assomasul
Reunião foi realizada na Assomasul

O deputado Federal, Carlos Marun (PMDB) comentou sobre o conflito e lamentou a falta de apoio do governo federal na questão indígena. “Vamos discutir sobre esse problema que vem se alongando por muito tempo. Existe uma falta de incentivo do governo federal e isso é fato e isso não está dando resultado algum. Temos hoje produtores insatisfeitos, indígenas também de um lado como sabemos que existem todos os problemas mas principalmente nada evolui, não saímos do lugar. É preciso que algo seja feito e estamos aqui para ouvir e tentar auxiliar num processo que chegue a algum entendimento, não podemos ficar parados, temos que agir pois o Mato Grosso do Sul precisa andar, precisa resolver”, argumenta Marun.

O consenso é de que ainda é necessário fazer “pressão politica” para que Governo Federal demarque as terras e realize o controle das invasões e ocupações de propriedades rurais. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Nilton Pickler pontuou que em reunião com representantes do Ministério Público Federal recebeu informação de que o órgão sabia das invasões e “se vangloriava em dizer que permitia a retirada do gado das terras invadidas”.

Ele ressaltou que a falta uma normativa que realmente possa solucionar a questão das terras invadidas. Segundo ele, as propriedades não deveriam ser desapropriadas e nem compradas para não incentivar novas invasões.

O deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) comprometeu-se a avaliar, na Assembleia Legislativa, a possibilidade de apresentar requerimento para que a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ou o próprio Judiciário atue na questão. Neste sentido, com pedido de prisão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, caso haja mortes decorrentes dos conflitos por terra no cone sul.

Segundo o deputado, seria uma forma de pressionar o governo federal a solucionar o problema. Atualmente, completa, a União “fica empurrando com a barriga” a questão – já houve entendimentos no sentido de indenizar fazendeiros, que até agora não saíram do papel.

Já o deputado Zé Teixeira (DEM) declarou que o setor produtivo precisa se unir para resolver a questão não apenas pelo viés político, opinião compartilhada pela deputada federal Tereza Cristina (PSB).

O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Ridel disse que todos têm devem ser mobilizados nessa questão para evitar a divisão política do grupo. Ele ressaltou que o reforço policial já está atuando nas regiões de conflito para evitar outros questões de violência.

O senador Waldemir Moka (PMDB) pontuou que a dificuldade em resolve essa questão é que os parlamentares são urbanos e não conseguem compreender a dimensão do conflito por terra.

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