Política Bolsonaro tem recomendação para não falar, mas sem previsão de alta

VEJA/JP

Bolsonaro após cirurgia de cinco horas, com o filho Flávio (Reprodução/Twitter/VEJA)

Um novo boletim médico sobre a recuperação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) informa que ele “encontra-se em contínua melhora”. O presidente passou no último domingo por um procedimento para corrigir uma hérnia em razão da série de cirurgias a que se submeteu desde que sofreu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro do ano passado.

De acordo com a nota do hospital Vila Nova Star divulgada nesta terça-feira 10, Bolsonaro dormiu bem, acordou disposto e não apresenta febre. As visitas, entretanto, seguem restritas tampouco há previsão de alta — que estava prevista para acontecer seis dias após a cirurgia. “Persistirá com dieta líquida a base de chá, água, gelatina e caldo ralo. O paciente seguirá com estímulo de caminhada pelo corredor e poderá tomar banho de chuveiro”, diz o boletim.

Em entrevista coletiva, o porta-voz Otávio Rêgo Barros afirmou que o presidente tem a recomendação de evitar conversar. “Ontem, o general Mourão esteve com o presidente por cerca de 15 minutos. Naturalmente, pela orientação médica, ele evitou a ter que expor o presidente a ter que falar, dialogar e, por consequência, a ingestão de ar que venha a dificultar sua plena recuperação”, disse.

O porta-voz não saber se o presidente tenha tomado conhecimento da manifestação de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que o Brasil não terá transformação rápida por vias democráticas — mas não descarta que eles tenha conversado sobre o assunto. “Nosso foco é a recuperação do senhor presidente da República. O que é tuitado nas contas pessoais é de responsabilidade de cada um”, afirmou Rêgo Barros.

A previsão inicial era que Bolsonaro recebesse alta em até seis dias. Em vídeo publicado em suas redes sociais na segunda, o presidente afirmava que pretendia voltar ao trabalho hoje. Oficialmente, as funções do Presidente da República são exercidas pelo vice Hamilton Mourão até a próxima quinta-feira. Apesar das restrições a visitas, o hospital Vila Nova Star montou uma ala exclusiva para a equipe de Bolsonaro trabalhar.

Rêgo Barros afirmou hoje que o prazo de retorno do presidente ao exercício do cargo na próxima quinta está mantido e que ele poderá reassumir suas funções de dentro da unidade hospitalar. “O presidente, a partir de quinta-feira, estará novamente exercendo o cargo de chefe do Poder Executivo e estará em condições de liderar o País, mesmo daqui do hospital”, disse.

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