Policial é condenado a 19 anos de prisão por matar enfermeiro em frente a clube

O policial militar a extinta Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe), José Bonifácio Júnior,acusado de matar um técnico de enfermagem Ike César Gonçalves., em Campo Grande, foi condenado nesta sexta-feira (15), a 19 anos de prisão em regime fechado.

A sentença é do juiz Thiago Nagasawa Tanaka, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, após decisão do júri popular.

Conforme a sentença, a defesa do policial pediu absolvição alegando que ele agiu em legítima defesa, homicídio privilegiado e pediu ainda o afastamento das qualificadoras.

Os jurados atenderam à denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e condenaram o militar por homicidio qualificado pelo motivo torpe e por uso de meio que possa resultar em perigo comum.

O crime aconteceu no dia 28 de outubro de 2012 em frente ao antigo clube Santa Fé, na Rua Brilhante, em Campo Grande.

A confusão começou quando uma mulher, que estava com Osni Ribeiro de Lima, amigo do acusado, foi abordada por um homem. Em determinado momento, Lima Júnior, que estava dentro de um carro, saiu e deu dois disparos para cima de uma pistola .40, de uso da Polícia Militar (PM). Em seguida, atirou contra um dos envolvidos na briga, que se jogou no chão e não foi ferido.

Ike Gonçalves decidiu conversar com o policial, tentando acalmá-lo. Júnior acreditou que o enfermeiro o estava desafiando e atirou a queima roupa na testa da vítima, que morreu na Santa Casa, hospital onde trabalhava.

Além de Júnior, Lima também respondia ao processo, por ter dado cobertura na fuga ao PM, mas foi absolvido da participação no homicídio, porém foi condenado por favorecimento pessoal, crime que prevê de 1 a 6 meses de detenção e multa. Diante disso, o caso foi encaminhado para vistas do MPE, para análise de transação penal.

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