Polícia sabe onde está assassino de investigador e faz cerco aéreo

O Delegado Sidnei Alberto, que também é o assessor de comunicação da Polícia Civil, contou ao Página Brazil nesta terça-feira(30), sobre o andamento das buscas do autor do assassinato do investigador de policia José Nivaldo de Almeida, 51 anos, no ultimo domingo(28), em Tacuru, distante 420 quilômetros de Campo Grande.

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Sidnei disse que foi montada uma grande operação para encontra José Osmar Freitas, identificado como autor do assassinato. A operação conta com mais de 40 policiais civis das delegacias regionais de Naviraí, Ponta Porã e Dourados, investigadores de Campo Grande, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e da Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), além da Polícia Militar da cidade e da região, bem como policiamento aéreo, que sobrevoa o local de helicóptero.

Ele ressaltou que o investigador era uma pessoa bem vista e querida na cidade e por conta disso houve uma comoção social da população. “Nós precisamos trazer esse marginal as barras da justiça para dar uma satisfação a população, se não o cidadão vai pensar que se esse tipo de crime acontece com um policial e não conseguem prender o individuo, se acontecer com uma pessoa comum não haverá solução também”, afirma o assessor.

O delegado conta que está recebendo ajuda da Policia Militar, Guarda Nacional, alem de todos o investigadores da região estarem empenhados na busca deste individuo. De acordo com informações foragido teria passado próximo a cidade e roubado roupas de frio de uma residencia por conta das baixas temperaturas que está fazendo no sul do Estado, e por isso acredita-se que o mesmo esteja ainda pela região. “É difícil precisar qual o tempo de duração desta operação mas nós temos que trazê-lo para que a justiça o julgue”, finaliza.

CASO

Segundo informações de testemunhas, durante uma briga de bar na Rua Roque de Lima, região central da cidade, José Osmar atirou contra uma pessoa e acertou o braço da vítima. O policial, que estava em casa, ouviu o tiro e saiu para ver o que estava acontecendo.

José Nivaldo abordou José Osmar e deu voz de prisão. O acusado chegou a acatar a determinação e a se ajoelhar na rua, mas enquanto era imobilizado, reagiu e passou uma rasteira no policial, que caiu no chão. Em segunda, tomou a arma do investigador e efetuou quatro tiros contra ele.

José Nivaldo, que era policial há 9 anos, morreu no local do crime, enquanto José Osmar fugiu.

De acordo com informações da polícia, o acusado José Osmar saiu do presídio em 2013 e já tem passagens pelos crimes de ameaça, tráfico de drogas, furto e violência doméstica.

Paulo Francis

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