Polícia intercepta ligação do PCC e alerta sobre plano para vingar morte de preso

Investigadores da Polícia Civil de Campo Grande emitiram ofício à Polícia Federal com alerta de que integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estariam planejando a morte de policiais por vingança à morte de Leonardo Machado da Cruz, de 19 anos, ocorrida na semana passada depois de ele se sentir mal na cadeia.

O documento, elaborado no último dia 8, foi remetido ao delegado federal Alexandre Fresneda e diz que a promessa de execuções foi descoberta por meio da interceptação de uma ligação, no dia 7, às 21h11min.

Segundo o ofício, no telefonema, um integrante da facção orientou um comparsa para que dissesse para um terceiro parceiro que estava estruturado para que ele pegasse “um cavalo, duas pistolas e, em retaliação à morte de Leonardo, procurasse matar dois policiais”.

Leonardo Machado da Cruz morreu no HR no dia 5 de maio. Na ligação, os marginais supostamente ligados ao PCC acusam os policias de matarem o colega. Eles teriam dado droga para Leonardo ingerir e ter morrido em decorrência da overdose.

No registro policial constou que o preso tinha histórico abusivo de álcool e entorpecentes, que poderiam ter provocado o óbito. Contudo, integrantes do PCC acreditam que Leonardo tenha sido obrigado por policiais a engolir droga.

Diante disso, teriam dado ordem para vingança. No ofício, investigadores dizem que como o criminosos não especificou, policiais civis, militares e federais deveriam ser alertados.

Leonardo foi preso após um assalto no dia 9 de abril. Ele era acusado roubo e associação criminosa. O jovem possuía passagens por furto, roubo e abuso excessivo ao álcool.

O óbito foi registrado por volta das 15h. Leonardo estava detido na Depac da Vila Piratininga, quando começou a sentir fortes dores abdominais. O jovem foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.

Devido à gravidade de seu estado de saúde, precisou ser transferido para o Hospital Regional, onde ficou internado, mas não resistiu e morreu. O caso foi registrado como “morte a esclarecer”.

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