Polícia Federal já está na Itália para trazer Pizzolato de volta ao Brasil

Uma equipe da Polícia Federal já está na Itália para fazer a escolta do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato de Milão para a Brasília.

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato (Foto: Reprodução)
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato (Foto: Reprodução)

Pelas informações repassadas pelo governo italiano à Procuradoria-Geral da República, Pizzolato será entregue aos policiais brasileiros e estará pronto para retornar ao país na quarta-feira.

A extradição do ex-diretor foi aprovada pela Justiça e, no dia 22 do mês passado, confirmada em definitivo pelo Conselho de Estado italiano.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão.

A equipe da Polícia Federal destacada para buscar Pizzolato é formada por três policiais e uma médica. Segundo uma autoridade que acompanha o caso de perto, a médica dará assistência ao ex-diretor em eventual emergência. A policia também quer evitar qualquer imprevisto.

Desde que foi preso, Pizzolato tem reclamado de problemas de saúde. Num determinado momento, ele teria dito até que preferiria morrer a cumprir pena em um presídio no Brasil. A ordem é garantir o retorno do ex-diretor sem qualquer contratempo.

Pizzolato deverá deixar Milão na quarta-feira num voo com destino ao aeroporto internacional de Garulhos.

A previsão é que o ex-diretor chegue em Brasília no final da tarde de quinta-feira, quando será levado para a ala de presos federais do presídio da Papuda.

Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por receber R$ 326 mil de Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador do mensalão.

Ele teria recebido o dinheiro para antecipar a liberação de verbas publicitárias para uma das empresas de Valério.

A prisão do ex-diretor e outros condenados do mensalão foi decretada em 15 de novembro de 2013. Mas, meses antes da emissão das ordens de prisão, o ex-diretor fugiu para a Itália. Ele acreditava que, por ter dupla cidadania, brasileira e italiana, não seria extraditado.

Mas, numa decisão que surpreendeu até autoridades brasileiras, a Justiça italiana aprovou a extradição. O ex-diretor recorreu várias vezes. Mas, no final do mês passado, o Conselho de Estado, confirmou a extradição.

Semana passada, o governo italiano informou à Procuradoria-Geral da República por intermédio do Ministério das Relações Exteriores que Pizzolato seria entregue à polícia brasileira na quarta-feira.

Ele está detido em Módena. Segundo autoridades, o ex-diretor será levado até o aeroporto de Milão e, a partir de lá, estará sob a responsabilidade da escolta da Polícia Federal.

O GLOBO

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